Home / NOTÍCIAS / GERAIS / Putin admite manter guerra se acordo com Ucrânia falhar

Putin admite manter guerra se acordo com Ucrânia falhar

Advertisements
Advertisements

Putin admite manter guerra se acordo com Ucrânia falhar

Putin admite manter guerra se acordo com Ucrânia falhar ao afirmar, nesta quinta-feira (data local), que a Rússia prosseguirá no conflito caso as conversas de paz não resultem em um entendimento concreto. Em visita de três dias ao Quirguistão, o presidente russo disse ver “linhas gerais” discutidas por Estados Unidos e Ucrânia como possível base para futuros pactos, mas reforçou que Moscou lutará se necessário.

Propostas dos EUA viram ponto de partida, mas impasse persiste

Durante entrevista em Bishkek, Putin explicou que Washington e Kyiv dividiram um draft de 28 pontos em quatro blocos temáticos e enviaram o material ao Kremlin. “Em geral, concordamos que isso pode servir de fundamento”, declarou. Ele acrescentou, contudo, que “alguns itens ainda precisam ser debatidos” e ofereceu garantia formal de que a Rússia não atacará a Europa, classificando como “nonsense” temores de ofensiva contra o continente.

Advertisements
Advertisements

Liderança ucraniana é considerada ilegítima por Moscou

O mandatário voltou a rotular o governo de Volodymyr Zelenskyy como “ilegítimo”, argumentando que Kyiv perdeu legitimidade ao não realizar eleições após o fim do mandato presidencial. Sob essa justificativa, Putin afirma ser “juridicamente impossível” firmar qualquer tratado com a atual administração, defendendo a chancela da comunidade internacional para reconhecer ganhos territoriais russos.

Exigência de retirada e ameaça de avanço militar

Putin reiterou que tropas ucranianas precisam recuar das áreas controladas pela Rússia — equivalentes a 19% do território, ou 115.600 km² — para que os combates cessem. “Se não saírem, alcançaremos isso por meios armados”, avisou. Segundo mapas pró-Ucrânia, as forças russas registraram em 2025 seu ritmo mais rápido de avanço desde 2022.

Contexto internacional e pressões adicionais

As tratativas ocorrem em meio à divulgação de um plano dos EUA que, segundo autoridades europeias, atenderia a demandas centrais de Moscou, como limites à Otan. A União Europeia apresentou contraprojeto, mas analistas veem o Kremlin tentando “ganhar tempo” para conquistar mais território, conforme apontou o Reuters. Paralelamente, o Instituto para o Estudo da Guerra avalia que uma vitória russa rápida não é inevitável, citando dificuldades de Moscou para tomar cidades em Donetsk.

Enquanto diplomatas negociam, a guerra segue. Na região de Sumy, um bombardeio de drones matou um homem de 53 anos, e ataques a Odesa e Dnipropetrovsk feriram três pessoas. Do lado russo, a Defesa informou ter abatido 118 drones ucranianos durante a noite.

Quer acompanhar desdobramentos sobre política internacional e defesa? Visite nossa editoria em Minas Informa e fique por dentro das últimas análises.

Crédito da imagem: Global News

Advertisements
Advertisements