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Protestos no Irã já somam mais de 2 mil mortos, diz ONG

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Protestos no Irã já somam mais de 2 mil mortos, diz ONG

Protestos no Irã já somam mais de 2 mil mortos, diz ONG segundo balanço da Human Rights Activists News Agency (HRANA), baseado nos Estados Unidos, que aponta 2.003 vítimas fatais em pouco mais de duas semanas de manifestações.

Protestos no Irã já somam mais de 2 mil mortos, diz ONG

A HRANA detalha que 1.850 mortos eram manifestantes, 135 tinham vínculos com o governo, nove eram crianças e outras nove pessoas não participavam dos atos. Além disso, 16.700 detidos foram contabilizados em todo o país.

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Essa é a maior cifra registrada em décadas, superando em quatro vezes o total da onda de protestos de 2022, motivada pela morte de Mahsa Amini. A nova mobilização começou com críticas à crise econômica e logo se voltou contra a teocracia comandada pelo aiatolá Ali Khamenei, 86 anos.

Pela primeira vez, a televisão estatal admitiu “muitos mártires”, mas não divulgou números. A justificativa foi de que vários corpos apresentavam “ferimentos graves”. Enquanto isso, organizações de direitos humanos ressaltam a urgência de transparência. Em nota, a Human Rights Watch classificou o silêncio oficial como “alarmante”.

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump reagiu nas redes sociais, pedindo que “patriotas iranianos continuem protestando” e suspendendo conversas com autoridades de Teerã “até que a matança pare”. A resposta veio do secretário do Conselho de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, que acusou Trump e o premiê israelense Benjamin Netanyahu de serem “os principais assassinos do povo do Irã”.

Com a internet bloqueada em grande parte do país, avaliar o cenário é difícil. Mesmo assim, moradores de Teerã relataram ao serviço internacional da Associated Press prédios governamentais incendiados, caixas eletrônicos destruídos e forte presença de Basij e policiais antitumulto armados com escudos, cassetetes e armas não letais.

Lojas foram obrigadas a reabrir, apesar do baixo movimento, e bancos operam com instabilidade sem acesso pleno à rede. Segundo testemunhas, as forças de segurança também buscam antenas Starlink em residências na zona norte da capital.

Enquanto isso, Khamenei exaltou manifestações pró-governo que ecoaram gritos de “Morte à América!” e “Morte a Israel!”. O procurador-geral advertiu que qualquer participante dos protestos será tratado como “inimigo de Deus”, crime passível de pena de morte na legislação iraniana.

Confira outras análises internacionais na editoria Brasil e acompanhe a cobertura completa dos desdobramentos no Oriente Médio.

Crédito da imagem: Associated Press

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