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Protestos no Irã deixam 6 mortos e se espalham pelo interior

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Protestos no Irã deixam 6 mortos e se espalham pelo interior

Protestos no Irã deixam 6 mortos e se espalham pelo interior após a piora da economia, registrando as primeiras fatalidades entre manifestantes e forças de segurança desde o início dos atos.

Protestos no Irã deixam 6 mortos e se espalham pelo interior

Os protestos, alimentados pela crise econômica, inflação elevada e rápida desvalorização do rial, alcançaram nesta quinta-feira (data local) cidades rurais e de maioria Lur, segundo autoridades iranianas. Pelo menos seis pessoas morreram: três em Azna, duas em Lordegan e uma em Kouhdasht, esta última um voluntário da força paramilitar Basij.

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Vídeos publicados nas redes sociais mostram ruas em chamas e tiros ecoando em Azna, a cerca de 300 km ao sudoeste de Teerã. Na cidade, manifestantes gritavam “Sem vergonha!” enquanto barricadas pegavam fogo. A agência semioficial Fars confirmou três mortes, número reproduzido por veículos reformistas; a mídia estatal não detalhou os confrontos.

Em Lordegan, a 470 km da capital, gravações verificadas exibem disparos enquanto manifestantes se reúnem. O centro Abdorrahman Boroumand para Direitos Humanos, sediado em Washington, identificou duas vítimas como participantes dos atos e divulgou imagem de um policial com colete balístico e espingarda.

Já em Kouhdasht, mais de 400 km ao sudoeste de Teerã, um jovem de 21 anos da Basij morreu na noite de quarta-feira. O vice-governador de Lorestan, Saeed Pourali, afirmou que “desordeiros” foram responsáveis pela morte e que outros 13 agentes ficaram feridos. Vinte pessoas foram presas, informou a agência judicial Mizan.

As manifestações são as maiores desde 2022, quando a morte de Mahsa Amini sob custódia policial desencadeou protestos nacionais contra a obrigatoriedade do hijab. Nos atos atuais, porém, a mobilização permanece concentrada em questões econômicas, embora também se ouçam críticas diretas à teocracia. De acordo com o presidente reformista Masoud Pezeshkian, o governo busca diálogo, mas a margem de ação é limitada enquanto US$ 1 custa cerca de 1,4 milhão de riais.

Além das mortes, a TV estatal noticiou a prisão de sete pessoas acusadas de ligação com grupos monarquistas ou organizações sediadas na Europa. Em operação paralela, forças de segurança teriam apreendido 100 pistolas contrabandeadas.

A escalada ocorre após o governo decretar feriado nacional na quarta-feira para amenizar a tensão na capital. Especialistas em direitos humanos, como os ouvidos pela BBC News, alertam para o risco de repressão mais severa caso as manifestações cresçam.

Para acompanhar outros desdobramentos internacionais e análises sobre crises políticas, visite nossa editoria em Minas Informa e continue informado.

Crédito da imagem: Globalnews.ca

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