Protestos na Dinamarca contra Trump reúnem 10 mil
Protestos na Dinamarca contra Trump reúnem 10 mil pessoas em Copenhague e na Groenlândia no fim de semana, em reação ao plano do ex-presidente norte-americano de adquirir o território autônomo dinamarquês.
Protestos na Dinamarca contra Trump reúnem 10 mil
De acordo com organizadores, cerca de 10 mil dinamarqueses marcharam diante da Prefeitura de Copenhague. Famílias, idosos e jovens exibiram bandeiras groenlandesas e cartazes com a frase “Hands off Greenland”. O item mais visto, porém, foram os bonés vermelhos parodiando o slogan de Donald Trump: em vez de “Make America Great Again”, lia-se “Make America Go Away”.
Os acessórios foram criados pelo comerciante local Jesper Rabe Tønnesen. Segundo ele, a procura disparou depois de o republicano retomar a ideia de comprar a ilha ártica e, mais recentemente, anunciar tarifa de 10% sobre importações de oito países europeus que se opõem à iniciativa.
A manifestante Susanne Kristensen afirmou que “dinamarqueses e groenlandeses precisam permanecer unidos”. Já Lars Hermansen, 76, declarou à Associated Press que pretendia “mostrar apoio à Groenlândia e desaprovar o presidente dos Estados Unidos”.
Trump sustenta que o controle da Groenlândia é “necessário para a segurança nacional” dos EUA. A declaração provocou apreensão na Dinamarca, membro da OTAN, organização cujo Artigo 5 prevê defesa mútua, mas jamais enfrentou a ameaça de um aliado contra outro.
O clima tenso levou parlamentares norte-americanos de ambos os partidos a visitar Copenhague. Eles se reuniram com a primeira-ministra Mette Frederiksen e líderes groenlandeses para sinalizar apoio diplomático. Enquanto isso, governos europeus reforçaram a defesa da região ártica, alertando que pressões sobre a Groenlândia fragilizam a segurança ocidental.

Imagem: Xinhua
O porta-voz de Relações Exteriores dinamarquês, Flemming Møller Mortensen, disse que “adultos, jovens e crianças se sentem amedrontados” pela retórica de Washington e pelo possível abandono do diálogo.
Os protestos ocorreram às vésperas de as novas tarifas entrarem em vigor, alimentando a mobilização popular e ampliando a visibilidade internacional do caso.
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Crédito da imagem: Zhang Yuliang/Xinhua via ZUMA Press















