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Pronunciamento de Romeu Zema marca transmissão do cargo

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Pronunciamento de Romeu Zema marca transmissão do cargo

Pronunciamento de Romeu Zema marca transmissão do cargo e oficializa a passagem do governo de Minas Gerais para Mateus Simões durante cerimônia no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte. Em discurso de despedida, Zema apresentou um balanço de sua gestão, reforçou a confiança no sucessor e criticou a condução política em Brasília.

Pronunciamento de Romeu Zema marca transmissão do cargo

No início da fala, o ex-governador afirmou encerrar o ciclo “com a consciência tranquila e o dever cumprido”. Zema descreveu Simões como “o líder capaz de levar o nosso projeto adiante” e ressaltou que a parceria entre ambos foi decisiva para as mudanças implementadas no estado.

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Relembrando a trajetória pessoal, o empresário disse não ter “nascido na política” e destacou que começou a trabalhar ainda menino no posto de gasolina da família. Segundo ele, a experiência de quem “paga impostos e acorda de madrugada” motivou a entrada na vida pública em 2018, eleição que classificou como “vitória de um movimento dos mineiros decididos a se livrar da corrupção”.

Balanço de gestão e conquistas

Zema creditou à equipe a reorganização das finanças estaduais, o pagamento em dia dos servidores e o relacionamento “sem distinções partidárias” com os prefeitos. Entre as entregas, mencionou o programa Trilhas de Futuro, a recuperação de escolas, a construção de cinco hospitais regionais, mais de 200 postos de saúde e o avanço nas obras do metrô de Belo Horizonte. O ex-governador lembrou ainda da resposta à tragédia de Brumadinho, elogiando “a fibra do povo mineiro”.

Para contextualizar a relevância das obras citadas, levantamento recente do G1 confirma a retomada de investimentos públicos em infraestrutura em Minas nos últimos anos.

Críticas ao governo federal

O tom mais duro do discurso veio ao apontar que “o Brasil está sendo destruído pelo mesmo sistema que destruiu Minas”. Zema argumentou que o problema não é falta de recursos, “é sobra de ladrão”, e defendeu um país “onde quem trabalha consiga prosperar” e o empreendedor “não seja tratado como inimigo”. Encerrando, conclamou o público a ampliar para todo o país as mudanças iniciadas em Minas Gerais.

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Crédito da imagem: Cristiano Machado / Imprensa MG

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