Empoderar a mulher, valorizar profissionalmente, combater a desigualdade. A qualificação profissional ainda é um dos maiores desafios enfrentados quando o assunto é geração de renda para mulheres. A obrigatoriedade da jornada dupla e as desigualdades relacionadas ao gênero acabam por fazer com que atrasem ou, até mesmo, deixem a vida profissional ou a qualificação de lado para cuidar de obrigações que lhes são, geralmente, impostas socialmente.
Neste sentido, a Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social (SEDAS), da cidade de Congonhas, lançou na quinta-feira, 2 de setembro, o Projeto Maria Barroca que tem o apoio da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, através da parceria da Universidade Federal de São João Del Rei-UFSJ, conjuntamente com a Fundação de Apoio a Universidade Federal de São João Del Rei-FAUF e da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares-ITCP.
O objetivo do Projeto é impulsionar as políticas de geração de emprego e renda, a minimização da pobreza no município, a valorização dos indivíduos através da consolidação de práticas da economia solidária em atividades diversas, explica Silnéa Edwiges, Diretora de Direitos Humanos da Sedas.
Diversos cursos são oferecidos no Projeto. Segundo Libertad Lamarque, Secretária da Sedas, “iremos capacitar mulheres em três eixos: beleza, culinária e artesanato. Mesmo que a mulher não consiga se inserir no mercado de trabalho, por questões pessoais ou de trabalho, que ela mesmo se empodere e possa fazer por ela própria”, relata.
Para o Prefeito de Congonhas, Dr. Cláudio Antônio de Souza, “O Maria Barroca é um projeto desenvolvido para dar mais coragem e, principalmente, qualificação para as mulheres que se encontram em vulnerabilidade social, tornando economicamente ativa e buscando sua independência. Estamos com 232 mulheres já inscritas. Ficamos muito felizes. E esperamos que estas e tantas outras possam ser valorizadas profissionalmente e que possamos contribuir para o combate dos preconceitos atualmente disseminados nos ambientes”, afirma Dr. Cláudio.
De fato, ainda há um longo caminho a ser percorrido para a valorização da mulher em todos os setores. No entanto, a luta deve ter a participação de toda a sociedade para que juntos contribuam para que mais mulheres tenham reais chances de qualificação profissional e mais oportunidades no mercado de trabalho.















