Projeção internacional: Brasil ganha força com megaeventos
Projeção internacional: Brasil ganha força com megaeventos foi o recado deixado no pré-Carnaval de 8 de fevereiro, quando Calvin Harris reuniu mais de 1 milhão de pessoas na Rua da Consolação, em São Paulo, estabelecendo o recorde mundial de público para um show de DJ.
Projeção internacional: Brasil ganha força com megaeventos
O feito simboliza a estratégia de transformar o país em vitrine cultural permanente. Em 2024, já foram realizados mais de 360 festivais de música – alta de 20% sobre 2023 – tornando o Brasil o único lugar com eventos em todos os meses do ano. Para Marcelo Freixo, presidente da Embratur, esse calendário fortalece o principal ativo competitivo nacional: o soft power. “Cada visitante vira embaixador dessa energia que inspira e gera oportunidades”, afirma.
Segundo Freixo, megashows e festivais funcionam como plataformas de negócios e projetam um Brasil “contemporâneo, criativo e diverso”. No entanto, o bloco paulistano também expôs gargalos de mobilidade, segurança e atendimento médico, ressaltando a necessidade de avançar em gestão de multidões para sustentar o protagonismo global.
O impacto econômico dos eventos esportivos reforça essa tendência. O Grande Prêmio do Brasil atrai mais de 300 mil espectadores e movimenta cerca de R$ 2,3 bilhões, enquanto a estreia da National Football League no país deve injetar R$ 330 milhões na economia paulista, grande parte proveniente de turistas estrangeiros.
Além do entretenimento ao vivo, o audiovisual brasileiro voltou às premiações mundiais. Produções como “Ainda Estou Aqui” e “O Agente Secreto” dividem espaço com clássicos como “Bacurau”, “Cidade de Deus” e “Central do Brasil” em mostras de Cannes, Veneza e no Oscar – onde “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, concorre em quatro categorias, incluindo Melhor Filme.
Para capitalizar esse momento, a Embratur lançou o edital “Brasil com S”, que financia curtas-metragens sobre a identidade nacional e os incorpora às ações de promoção em mercados prioritários. A iniciativa reconhece que, muitas vezes, “um filme ou série desperta o desejo de viajar”, explica Freixo.

Imagem: Internet
A presença digital complementa o esforço. Conteúdos de estrangeiros no TikTok e parcerias com organizações globais ampliam o alcance da marca Brasil, mostrando desde praias a feiras populares. “Transformamos recordes em recorrência e visibilidade em fluxo turístico contínuo”, resume o dirigente da agência.
Para mais análises sobre o país que voltou ao centro do palco mundial, acesse nossa seção Brasil e acompanhe as atualizações.
Crédito da imagem: Will Dias/Brazil News















