Produção de chips da Nvidia nos EUA avança com TSMC
Produção de chips da Nvidia nos EUA avança com TSMC marca um passo inédito: o primeiro wafer Blackwell fabricado em território norte-americano, na Fab 21 da TSMC, no Arizona, foi apresentado nesta semana por Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia.
Produção de chips da Nvidia nos EUA avança com TSMC
Huang ressaltou que, pela primeira vez em décadas, “o chip mais importante” é produzido em solo americano pela planta mais avançada do mundo. O executivo relacionou a conquista à estratégia de reindustrialização defendida pelo ex-presidente Donald Trump, que mira geração de empregos e autonomia tecnológica.
O wafer Blackwell, base dos novos chips de inteligência artificial (IA) da Nvidia, sai da linha de produção com processos de dois, três e quatro nanômetros, além dos chips A16. Essas tecnologias atendem demandas de IA, telecomunicações e computação de alto desempenho.
Ray Chuang, CEO da TSMC Arizona, celebrou a rapidez do projeto: “Ir do zero ao primeiro chip Blackwell nos EUA em poucos anos mostra o melhor da TSMC e a força de nossa parceria de 30 anos com a Nvidia”.
A fase inicial da Fab 21 entrou em operação no fim de 2024 e atende também Apple e AMD. A instalação integra o esforço dos Estados Unidos para reduzir a dependência de semicondutores asiáticos e cumpre metas do CHIPS Act, que concede subsídios à produção doméstica.
Embora o wafer seja produzido no Arizona, a etapa de empacotamento avançado (CoWoS-L) e integração com memórias HBM3E ainda ocorre em Taiwan, aumentando custos e mantendo parte da cadeia fora dos EUA. Para reduzir essa dependência até o fim da década, TSMC e Amkor constroem fábricas de empacotamento no país.
Considerado um dos chips mais complexos já desenvolvidos, o Blackwell utiliza o processo 4N customizado e, segundo a Nvidia, pode entregar até 25 vezes mais eficiência energética e econômica que a geração anterior. Empresas como Amazon, Google e OpenAI planejam adotar a novidade.
Imagem: Divulgação
Além do investimento inicial de US$ 165 bilhões, a TSMC avalia novas aquisições de terrenos no Arizona para sustentar a demanda por chips de IA. A Nvidia, por sua vez, estuda aportar US$ 500 bilhões em infraestrutura de IA em parceria com TSMC, Foxconn e outras companhias, empregando robótica e gêmeos digitais nas futuras fábricas.
No panorama político, a produção nacional de semicondutores é vista como vitória concreta após anos de incentivos federais, reforçando a intenção de repatriar segmentos estratégicos da cadeia tecnológica.
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Crédito da imagem: Divulgação/Nvidia















