Probabilidades no Futebol nasceu do drama do Atlético
Probabilidades no Futebol nasceu do drama do Atlético quando, em 2004, o matemático Gilcione Nonato Costa buscava descobrir qual pontuação livraria o clube mineiro da queda para a Série B. A inquietação do torcedor e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) tornou-se a semente de um dos sites estatísticos mais citados no noticiário esportivo brasileiro.
Probabilidades no Futebol nasceu do drama do Atlético
À época, o Atlético Mineiro chegou à reta final do Campeonato Brasileiro ameaçado de rebaixamento. “Eu perguntava: qual pontuação evita a Série B?”, recorda Gilcione, hoje com 54 anos. A resposta não veio dos comentaristas, mas da própria ciência: em casa, após a vitória do Galo por 3 a 0 sobre o São Caetano, ele decidiu criar uma plataforma que substituísse o achismo por cálculo rigoroso.
O site Probabilidades no Futebol, mantido pelo Departamento de Matemática da UFMG, foi lançado na temporada seguinte. Ironicamente, em 2005 o algoritmo não impediu a queda alvinegra, mas comprovou que números são imparciais. “Quando falamos em probabilidades, não há espaço para clubismo. Os cálculos são honestos”, afirma o pesquisador.
A iniciativa logo ganhou relevância nacional. Hoje, as projeções de título, vaga em competições internacionais ou risco de descenso são replicadas semanalmente por veículos de comunicação de todo o país. Transformado em projeto de extensão, o portal também leva matemática a quem prefere falar sobre futebol. “A maioria não gosta de fórmulas, mas todo mundo discute bola. Unimos as duas coisas para popularizar a ciência”, diz Gilcione.
Para conferir outras iniciativas acadêmicas da instituição, acesse o site oficial da UFMG, referência em pesquisa no Brasil.
Imagem: Tulio Santos
O sucesso do Probabilidades no Futebol mostra como a dor de um torcedor pode gerar conhecimento coletivo e mudar a forma de analisar campeonatos inteiros. Quer acompanhar mais histórias que conectam esporte, educação e sociedade? Visite nossa editoria Brasil e continue bem-informado.
Crédito da imagem: Tulio Santos/EM/D.A.Press















