Príncipe Andrew renuncia a títulos reais após polêmica
Príncipe Andrew renuncia a títulos reais após polêmica em comunicado divulgado pelo Palácio de Buckingham, informando que deixará de usar o título de Duque de York e demais honrarias para não ofuscar os trabalhos do rei Charles III e da família real.
Príncipe Andrew renuncia a títulos reais após polêmica
O príncipe, de 65 anos, declarou que, após conversas com o monarca e parentes próximos, concluiu que as “acusações persistentes” relacionadas ao falecido agressor sexual Jeffrey Epstein desviam a atenção da agenda oficial. “Decidi colocar meu dever para com a família e o país em primeiro lugar”, afirmou. Apesar de manter o status de príncipe, o irmão caçula de Charles III deixará de ser reconhecido como Duque de York, título concedido pela rainha Elizabeth II.
A decisão também afeta Sarah Ferguson: a ex-esposa de Andrew deixará de usar o título de Duquesa de York. Já as filhas do casal, as princesas Beatrice e Eugenie, permanecem com seus tratamentos de alteza real.
Segundo a BBC, o duque não participará das celebrações de Natal em Sandringham; ele deverá permanecer no Royal Lodge, residência em Windsor, rompendo uma tradição iniciada em 1988.
A renúncia ocorre em meio à divulgação de trechos do livro póstumo “Nobody’s Girl: A Memoir of Surviving Abuse and Fighting for Justice”. Na obra, Virginia Giuffre — que processou Andrew em 2021 alegando ter sido traficada por Epstein e obrigada a ter relações com o príncipe aos 17 anos — detalha encontros que o britânico sempre negou. O processo foi encerrado em 2022 com acordo extrajudicial.
Familiares de Giuffre consideraram o gesto de Andrew “uma vitória para as sobreviventes”. Eles pediram que o rei retire também o título de príncipe. O Palácio lembra que, em 2022, Elizabeth II já havia removido as patentes militares e patronatos do filho, após pressão de veteranos que exigiam a destituição completa de suas funções.
Imagem: Katie Scott Global New
Com a nova medida, Andrew reforça seu afastamento da vida pública iniciado em 2019, quando as primeiras ligações com Epstein vieram à tona. O impacto político e reputacional ainda é monitorado por assessores reais.
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Crédito da imagem: Global News















