Príncipe Andrew pode sair da linha de sucessão real
Príncipe Andrew pode sair da linha de sucessão real após ser detido e liberado durante investigação sobre seu suposto envolvimento com o condenado por abuso sexual Jeffrey Epstein. A repercussão levou parlamentares britânicos a defender sua retirada do oitavo lugar da ordem de herdeiros.
Pressão política ganha força
O secretário-sombra da Escócia, Andrew Bowie, declarou ao canal GB News que, se Andrew for considerado culpado, “o Parlamento estaria no direito de agir para removê-lo”. O líder do Partido Nacional Escocês, Stephen Flynn, foi além e disse ao jornal The Sun que “o público ficará indignado se alguém que mentiu sobre amizade com Epstein puder, um dia, chefiar o Estado”. Já o dirigente dos Liberal Democrats, Ed Davey, frisou que a prioridade é a investigação policial, mas admitiu que a monarquia “terá de garantir que ele jamais se torne rei”.
Como a sucessão pode mudar
Para excluir Andrew Mountbatten-Windsor da linha sucessória, o Parlamento do Reino Unido teria de aprovar uma lei com aval dos 15 reinos da Commonwealth que reconhecem o rei Charles III como chefe de Estado, entre eles o Canadá. A última alteração ocorreu em 2012, quando se eliminou a preferência masculina, como explica a BBC. Especialistas lembram que o precedente legal mais próximo é a Abdicação de 1936, que removeu Eduardo VIII e seus descendentes.
Opinião pública contrária ao duque
Pesquisa YouGov revelou que 82 % dos britânicos querem o afastamento definitivo de Andrew; apenas 6 % defendem sua permanência. O ex-príncipe, de 64 anos, já perdeu títulos militares e patrocínios desde 2019, mas continua formalmente no oitavo posto, atrás dos filhos de William e Harry. Analistas, como Craig Prescott, da Royal Holloway, classificam o caso como “a queda mais espetacular de um membro da família real em tempos modernos”.
A incerteza também atinge as princesas Beatrice e Eugenie, filhas de Andrew. Não há consenso se uma eventual exclusão do pai afetaria automaticamente suas posições na ordem hereditária.
Enquanto isso, o impacto chega fora do Reino Unido: em St. Catharines, no Canadá, o prefeito Mat Siscoe propôs renomear a rua Prince Andrew Court, alegando não haver mais motivo para manter a homenagem.

Imagem: Reuters
Andrew foi liberado “sob investigação”, sem acusações formais ou absolvição. Segundo Danny Shaw, analista de segurança, ele não recebeu tratamento especial durante a detenção.
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Crédito da imagem: AP Photo/Scott Heppell















