Premiê da Finlândia pede desculpas por caso de racismo
Premiê da Finlândia pede desculpas por caso de racismo a países asiáticos depois que fotos consideradas ofensivas, publicadas por uma ex-Miss e por três parlamentares, levaram a críticas internacionais e à perda de título da modelo.
Premiê da Finlândia pede desculpas por caso de racismo
Petteri Orpo, chefe de governo finlandês desde 2023, divulgou na quarta-feira (24) uma carta endereçada às embaixadas da Finlândia na China, no Japão e na Coreia do Sul. No texto, ele reconhece que as imagens divulgadas não representam “os valores de igualdade e inclusão” do país e garante que o gabinete está comprometido em “combater o racismo com seriedade”.
A crise teve início quando Sarah Dzafce, 22 anos, eleita Miss Finlândia em 2022, apareceu numa foto puxando os olhos, acompanhada da legenda “comendo com uma pessoa chinesa”. A publicação viralizou e foi classificada como ofensiva à comunidade asiática. Dois deputados do Partido dos Finlandeses, Juho Eerola e Kaisa Garedew, além do eurodeputado Sebastian Tynkkynen, repetiram o gesto em solidariedade à modelo.
Diante da repercussão negativa, todos os parlamentares envolvidos receberam advertência da liderança da legenda populista, que integra a coalizão de quatro partidos chefiada por Orpo. O premiê já enfrentara, logo após assumir, uma moção de desconfiança motivada por declarações racistas de membros do mesmo partido.
A organização do concurso Miss Finlândia retirou o título de Dzafce no sábado (20). Em comunicado, afirmou que o conteúdo postado era “ofensivo, prejudicial e totalmente contrário aos valores da competição”. A própria modelo publicou um pedido de desculpas nas redes sociais: “Assumo a responsabilidade e vou aprender com isso”.
Segundo a agência Reuters, Orpo tenta conter danos diplomáticos antes de uma possível reunião com líderes asiáticos ainda neste semestre. Analistas lembram que a Finlândia, recém-integrada à OTAN, busca ampliar relações comerciais na Ásia, sobretudo nos setores de tecnologia e energia limpa.

Imagem: Rachel Goodman Global
O episódio soma-se a outros problemas ligados ao Miss Universo 2023, realizado na Tailândia, que incluiu denúncias de fraude e um mandado de prisão contra uma das proprietárias da organização. A polêmica também alimenta debates internos sobre a influência de movimentos extremistas na política finlandesa.
Para especialistas em direitos humanos, o pedido de desculpas é passo necessário, mas será preciso fiscalizar ações concretas. O governo promete lançar, até junho, um plano nacional de combate a discursos de ódio e discriminação.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca















