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Preço do petróleo em alta pode favorecer Canadá no CUSMA

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Preço do petróleo em alta pode favorecer Canadá no CUSMA

Preço do petróleo em alta pode favorecer Canadá no CUSMA — A escalada nos valores do barril, provocada pelo conflito com o Irã e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, está redesenhando o equilíbrio de forças para a revisão obrigatória do acordo comercial entre Canadá, Estados Unidos e México (CUSMA).

Preço do petróleo em alta pode favorecer Canadá no CUSMA

Com cerca de 20% do petróleo mundial retido após o bloqueio do principal corredor marítimo, cotação de oil e gás natural disparou, assim como a de insumos agrícolas e de alumínio. Especialistas afirmam que essa pressão inflacionária pode levar Washington a valorizar fornecedores considerados “seguros” — caso do Canadá.

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Fen Osler Hampson, professor de assuntos internacionais da Universidade Carleton, avalia que a Casa Branca passará a enxergar o parceiro do Norte “menos em termos tarifários e mais como fonte estratégica de commodities”. O país já supre boa parte da demanda norte-americana por petróleo, gás, potássio e alumínio, produtos hoje afetados por tarifas de 50% impostas pela administração Trump.

Além dos combustíveis fósseis, o conflito encareceu fertilizantes às vésperas do plantio nos EUA. A situação levou o Departamento de Justiça a abrir investigação antitruste contra produtores, entre eles a canadense Nutrien. Mesmo sob pressão, analistas apontam que o episódio reforça a dependência do mercado norte-americano de importações canadianas.

A revisão do CUSMA, marcada para julho, oferece três caminhos: renovação por 16 anos, retirada ou manutenção com avaliações anuais. Inu Manak, do Council on Foreign Relations, diz que o humor do eleitor norte-americano, contrário à guerra no Oriente Médio, cria ambiente favorável para Ottawa exigir garantias contra novas tarifas.

Outro ponto citado é a instabilidade causada pelo “tarifaço” de Donald Trump sobre aço e alumínio, que já reduziu investimentos na América do Norte. “Se Washington quiser blindar sua base industrial diante de choques externos, terá de negociar”, resume Manak.

Segundo dados da Agência Internacional de Energia, o Canadá figura entre os cinco maiores exportadores de petróleo e responde por mais de um terço do potássio global, insumo vital para a agricultura norte-americana em meio à atual volatilidade.

No cenário descrito, analistas aconselham Ottawa a usar o momento para reforçar o discurso de parceira confiável e, assim, assegurar a renovação do CUSMA em condições mais vantajosas.

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Crédito da imagem: Globalnews.ca

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