Porto de Outeiro e Aeroporto de Belém prontos para COP30
Porto de Outeiro e Aeroporto de Belém prontos para COP30 — O governo federal entregou neste sábado (1º) as obras que modernizam o Terminal Portuário de Outeiro e o Aeroporto Internacional de Belém, investimentos que superam R$ 710 milhões e posicionam o Pará como eixo logístico da Conferência do Clima da ONU, marcada para 2025.
Porto de Outeiro e Aeroporto de Belém prontos para COP30
Investimentos impulsionam o Porto de Outeiro
Coordenada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e pela Secretaria Extraordinária para a COP30, a requalificação do Porto de Outeiro consumiu R$ 260 milhões e foi concluída em seis meses, gerando 450 empregos locais. O projeto ampliou o píer de 261 m para 716 m, instalou 11 dolphins, 10 pontes metálicas e dobrou a capacidade de carga para 80 mil toneladas. A nova estrutura está apta a receber dois transatlânticos que servirão como hotéis flutuantes, acrescentando seis mil leitos à rede hoteleira de Belém durante a cúpula climática.
Durante a cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que o porto “é símbolo da bioeconomia brasileira” e vital para apresentar ao mundo o potencial sustentável da região. Já o ministro Silvio Costa Filho ressaltou a instalação de estações de raio-X que garantirão segurança às delegações.
Ampliação do Aeroporto de Belém
Com aporte de R$ 450 milhões da concessionária Norte da Amazônia Airports (NOA), o Aeroporto Internacional de Belém (Val-de-Cans) teve a capacidade elevada de 7,7 milhões para 13 milhões de passageiros por ano. As melhorias incluem pista requalificada, novo pátio de aeronaves, saguão ampliado e áreas de embarque doméstico e internacional triplicadas.
O terminal passou a operar com 100% de energia renovável, ganhou portões eletrônicos com biometria e uma sala multissensorial para pessoas neurodivergentes. As obras terminaram quase um ano antes do previsto, criando mais de 1.500 empregos diretos e indiretos.
Infraestrutura preparada para a COP30
Somados, porto e aeroporto reforçam a matriz logística do Arco Norte e consolidam o Pará como porta de entrada para novas rotas de turismo e exportação. A expectativa oficial é de que as melhorias, além de atender às necessidades imediatas da COP30, deixem legado permanente para hotelaria, comércio e bioeconomia da Amazônia.

Imagem: Eduardo Oliveira
De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, a estratégia integra o plano nacional de transição energética e crescimento verde, alinhando infraestrutura a metas ambientais.
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Crédito da imagem: Eduardo Oliveira/MPor















