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Porta-aviões dos EUA segue para América do Sul

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Porta-aviões dos EUA segue para América do Sul

Porta-aviões dos EUA segue para América do Sul em nova operação ordenada pelo secretário de Defesa Pete Hegseth para ampliar a capacidade norte-americana de detectar, monitorar e interromper atividades ilícitas no hemisfério.

Porta-aviões dos EUA segue para América do Sul

O Pentágono confirmou que o USS Gerald R. Ford, acompanhado de seu grupo de ataque com até cinco destróieres, deixará o mar Adriático rumo à área de responsabilidade do Comando Sul dos Estados Unidos. A decisão, anunciada pelo porta-voz Sean Parnell, intensifica a presença militar norte-americana em águas próximas à América do Sul, onde já operam oito navios com mais de 6 mil militares.

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Segundo fonte ouvida pela Associated Press sob condição de anonimato, o porta-aviões encontra-se atracado na Croácia. Não há prazo divulgado para a chegada ao novo teatro nem confirmação de que todos os destróieres acompanharão a viagem.

A mobilização acrescentará cerca de 4.500 marinheiros e nove esquadrões de aeronaves a uma região que já registra aumento de ações de repressão ao tráfico. Desde setembro, as forças dos EUA intensificaram ataques contra embarcações suspeitas, totalizando dez operações e 43 mortos. Na mais recente, sexta-feira, um barco atribuído à gangue Tren de Aragua foi destruído, causando seis baixas.

Em postagem nas redes, Hegseth reiterou a orientação do presidente Donald Trump de tratar narcotraficantes “como a Al-Qaeda”. O secretário prometeu mapear redes criminosas “dia e noite” e “eliminar” responsáveis pelo envio de drogas ao território americano.

Analistas apontam que a demonstração de força vai além do combate ao tráfico. Elizabeth Dickinson, do International Crisis Group, afirmou que “drogas são o pretexto” para pressionar governos locais a alinharem-se aos interesses de Washington. A preocupação cresce após sanções impostas ao presidente colombiano Gustavo Petro e à expansão das operações para o Pacífico oriental, principal rota da cocaína proveniente da Colômbia.

Ao mesmo tempo, o presidente venezuelano Nicolás Maduro acusou os EUA de tentarem depô-lo e exibiu exercícios de defesa em 2.000 quilômetros de costa. A tensão aumenta com a aproximação da tempestade tropical Melissa, que pode evoluir para furacão e complicar o deslocamento naval.

O envio do USS Ford marca a maior escalada militar dos EUA na região em décadas e reforça a mensagem de que o país pretende empregar poder bélico para conter organizações consideradas terroristas. Detalhes sobre eventual duração da missão ou futuras ações permanecem sob sigilo do Departamento de Defesa. Informações adicionais podem ser acompanhadas diretamente no site oficial do órgão (Defense.gov).

Quer entender como a movimentação militar dos Estados Unidos impacta a política regional? Leia mais na nossa editoria BRASIL e acompanhe as atualizações.

Crédito da imagem: Globalnews.ca

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