Ponte torta no Bairro Igrejinha preocupa moradores
Ponte torta no Bairro Igrejinha preocupa moradores de Juiz de Fora. Buracos, erosão e alagamentos na divisa das ruas G e Marginal transformaram a pequena travessia na Zona Norte em um ponto de risco diário para quem vive ou trabalha na região.
Ponte torta no Bairro Igrejinha preocupa moradores
A estrutura improvisada, composta por tábuas soltas e inclinadas, balança quando alguém passa. No entorno, pedras soltas, canos expostos e a água que escorre do morro dificultam a locomoção. Moradores relatam quedas e ferimentos. Maria da Glória da Silva, 68 anos, teme pelas crianças: “Se elas caírem, a água leva. E meu marido, que tem deficiência, nem consigo levá-lo para fora de casa”, disse.
Segundo a idosa, alertas à Prefeitura se acumulam há mais de três décadas, sem solução definitiva. Ela defende a construção de um escadão e a recuperação da ponte. Outro morador, Gilson Aparecido da Silva, 50 anos, afirmou ter visto um vizinho de mobilidade reduzida escorregar no local: “Ele demorou a se recuperar e ainda sente dor. A travessia balança e dá medo”.
A Administração municipal informou que qualquer intervenção depende de avaliação técnica da Defesa Civil. De acordo com as diretrizes da Defesa Civil Nacional, obras em áreas sujeitas a erosão exigem estudo de estabilidade antes do início dos serviços.
Enquanto aguardam, moradores relatam que, em dias de chuva, a rua fica alagada, a erosão avança e pedras rolam sobre a via, bloqueando a passagem de carros e pedestres. Trabalhadores que utilizam a rota para acessar pontos de ônibus ou chegar a empresas na Zona Norte dizem precisar dar voltas longas para evitar a ponte.
A situação causa apreensão também entre frequentadores de uma igreja próxima, que precisam cruzar a travessia em horários de culto. “O morro inteiro passa por aqui”, resume Maria da Glória, que teme a interdição de sua casa caso o barranco avance.

Imagem: Felipe Couri
No momento, a comunidade organiza abaixo-assinado para pressionar o poder público por obras emergenciais, como contenção do solo, drenagem da água e substituição da ponte por estrutura de concreto. Sem prazos divulgados, a insegurança permanece como parte da rotina.
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Crédito da imagem: Felipe Couri















