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Polvo muda de cor enquanto dorme, revelam cientistas

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Polvo muda de cor enquanto dorme, revelam cientistas

Polvo muda de cor enquanto dorme é a conclusão de um estudo publicado na revista Nature que identificou padrões cromáticos distintos nos cefalópodes durante o repouso, sugerindo fases de sono comparáveis ao REM humano.

Mudanças de cor indicam atividade cerebral intensa

Os pesquisadores observaram que, mesmo imóveis, os polvos conseguem alternar de tonalidades vibrantes para cores pálidas em questão de segundos. Essa variação não é aleatória: ela reflete comandos diretos do sistema nervoso central, capazes de acionar milhões de cromatóforos — células pigmentares que funcionam como minúsculos pixels na pele do animal.

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Duas fases de sono identificadas

Durante o chamado “sono tranquilo”, o polvo mantém a pele pálida e uniforme por períodos prolongados, sem qualquer movimento ocular. Já no “sono ativo”, as cores começam a piscar, texturas surgem para imitar o ambiente marinho e os olhos se movimentam rapidamente sob as pálpebras. Cada ciclo ativo dura poucos segundos, mas apresenta picos de atividade neural comparáveis aos sonhos humanos.

Implicações para o estudo da inteligência

A descoberta reforça a noção de que esses moluscos exibem processos mentais complexos. Segundo o artigo da Nature, a correlação entre padrões cromáticos e picos cerebrais indica que o polvo pode processar memórias ou simular cenários enquanto dorme, comportamento antes associado apenas a vertebrados. Ver a “mente” do animal literalmente estampada na pele abre novas oportunidades para investigar consciência em espécies não humanas.

Detalhes do experimento

Para chegar aos resultados, os cientistas filmaram vários polvos em alta resolução, 24 horas por dia. Análises de vídeo e eletroencefalografia confirmaram a alternância entre ciclos profundos e curtos períodos de excitação neural. Em todos os indivíduos, a sequência tranquila–ativa repetiu-se a cada 30 a 40 minutos, com mudanças bruscas para marrom, cinza escuro ou padrões marmorizados.

No futuro, a equipe planeja mapear quais regiões do cérebro do polvo controlam cada tonalidade. A meta é decifrar se existe uma “gramática das cores” que corresponda a emoções ou lembranças específicas.

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Crédito da imagem: Olhar Digital

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