Planta tóxica leva família de MG à UTI após almoço
Planta tóxica confundida com couve provocou a hospitalização de quatro membros de uma mesma família em Guimarânia, zona rural de Patrocínio, no Alto Paranaíba, a cerca de 670 km de Juiz de Fora. O grupo ingeriu folhas de Nicotiana glauca, popularmente chamada de Fumo-Bravo, durante o almoço de quarta-feira (8). Todos apresentaram sinais agudos de intoxicação alimentar.
Planta tóxica leva família de MG à UTI após almoço
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), três vítimas permanecem internadas em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva, enquanto a quarta pessoa mostra melhora clínica. No momento do resgate, realizado pelo Corpo de Bombeiros, uma mulher de 37 anos sofreu parada cardiorrespiratória, revertida pela equipe de socorro.
Os principais sintomas relatados foram desconforto respiratório e queda súbita de pressão arterial. A SES-MG informou que não existe antídoto específico para intoxicação por Nicotiana glauca; o tratamento se limita a suporte clínico até a eliminação da toxina pelo organismo.
Segundo especialistas, a semelhança visual das folhas do Fumo-Bravo com as da couve aumenta o risco de confusão em áreas rurais. Um estudo da Embrapa aponta que a planta contém alcaloides capazes de comprometer o sistema respiratório humano e animal em poucas horas após a ingestão.
A secretaria estadual não registrou outras ocorrências semelhantes na região até o momento. A Secretaria Municipal de Saúde de Patrocínio foi procurada para comentar o caso, mas ainda não se pronunciou.
No Brasil, centros de toxicologia recomendam que, diante de suspeita de intoxicação por plantas, a vítima seja levada imediatamente ao serviço médico mais próximo e que uma amostra da planta seja encaminhada para identificação, o que facilita o protocolo de tratamento.
Imagem: Divulgação Corpo de Bombeiros
Para evitar novos incidentes, agrônomos aconselham a plantar hortaliças em áreas separadas de vegetação ornamental ou espontânea e manter a identificação das espécies com placas visíveis.
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Crédito da imagem: Divulgação Corpo de Bombeiros/Pexels















