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Planos de manejo aprovados reforçam conservação em Minas

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Planos de manejo aprovados reforçam conservação em Minas

Planos de manejo aprovados reforçam conservação em Minas ao definirem regras de uso e proteção para o Parque Estadual de Botumirim (PEB) e a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Andaime, conforme decisão da Câmara Técnica de Proteção à Biodiversidade do Copam, nesta terça-feira, 16/11.

Instrumento dá diretrizes claras para áreas protegidas

Inseridos no Sistema Nacional de Unidades de Conservação, os planos de manejo funcionam como roteiros técnicos que estabelecem zoneamento, normas de uso e estruturas necessárias à gestão de cada unidade. A medida atende ao artigo 27 da Lei 9.985/2000, que regulamenta o tema em todo o país.

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O PEB, mantido pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), abrange 35.682,5 hectares nos municípios de Botumirim e Bocaiúva, no Norte de Minas. Já a RPPN Andaime localiza-se em Rio Acima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e complementa a malha de áreas particulares dedicadas à preservação perpétua.

Potencial biológico e hídrico do Parque de Botumirim

Sob influência da Serra do Espinhaço Central, o parque protege trechos da bacia do rio Jequitinhonha, incluindo o rio Noruega, além dos rios do Peixe e Bananal. Levantamentos apontam 509 espécies de vertebrados em seu interior e entorno, reforçando o valor do Cerrado mineiro como hotspot mundial de biodiversidade.

Participação de parceiros internacionais

O novo plano do PEB foi elaborado pelo Programa Copaíbas, executado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) com apoio financeiro da Agência Norueguesa para Cooperação ao Desenvolvimento (Norad). A iniciativa concentra-se em integrar comunidades tradicionais, povos indígenas e áreas protegidas nos biomas Amazônia e Cerrado.

Diretrizes específicas para a RPPN Andaime

No caso da reserva privada, o documento concilia conservação com pesquisa científica, educação ambiental e visitação controlada, conforme previsto na legislação federal. Criadas por vontade dos proprietários, as RPPNs têm caráter perpétuo e papel estratégico na proteção de nascentes e corredores ecológicos.

Com os novos planos de manejo, Minas Gerais avança na gestão de suas unidades de conservação, garantindo ordenamento territorial e uso sustentável dos recursos naturais.

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Crédito da imagem: Evandro Rodney / IEF

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