Pix por aproximação não é prioridade brasileira, diz Apple
Pix por aproximação não é prioridade brasileira, diz Apple. Em resposta ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a companhia argumenta que a função por aproximação registrou apenas 1,05 milhão de operações em janeiro de 2026, volume irrisório frente aos 2,7 bilhões de pagamentos via QR Code dinâmico no mesmo período.
Pix por aproximação não é prioridade brasileira, diz Apple
A Apple sustenta que a cobrança aplicada a bancos e carteiras digitais para utilizar o chip NFC do iPhone é essencial para manter a segurança das transações. A empresa afirma que o componente Secure Element isola credenciais e exige autenticação biométrica ou senha, reduzindo riscos de fraude e malware.
Bancos e fintechs, entre eles Nubank, Mercado Pago e PayPal, classificam a taxa como abusiva e alegam que ela limita a concorrência contra o Apple Pay. No documento enviado ao Cade em 13 de fevereiro, a fabricante do iPhone rebate: a gratuidade solicitada pelos rivais “visa apenas cortar custos, ignorando os investimentos feitos em pesquisa, desenvolvimento e monitoramento de segurança”.
Para a Apple, liberar o NFC sem controles rigorosos exporia usuários a ameaças cibernéticas. A companhia acrescenta que o mercado brasileiro já oferece variadas formas de pagamento — cartões físicos, QR Code e o próprio Pix tradicional —, o que demonstraria ambiente competitivo e ausência de barreiras significativas.
A participação do iPhone no Brasil gira em torno de 10 % do mercado de smartphones, e mais de 40 instituições financeiras já disponibilizam o Apple Pay desde 2018. Globalmente, o serviço opera em 89 países com apoio de 11 mil bancos e emissores.
Segundo dados públicos do Banco Central, o Pix continua a liderar entre as transferências instantâneas, mas a adoção por aproximação segue tímida após um ano de lançamento. Nas contas da Apple, esse cenário prova que a funcionalidade não é “demanda essencial” dos consumidores brasileiros e, portanto, não justifica intervenção regulatória sobre sua política de tarifas.

Imagem: Juliana Américo
Com a posição formalizada, a empresa diz que seu modelo equilibra conveniência, inovação e proteção ao usuário, atendendo à legislação antitruste nacional.
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Crédito da imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil















