PIB do Canadá deve mostrar impacto da guerra no Irã
PIB do Canadá será o centro das atenções nesta sexta-feira (31) com a divulgação do relatório de março, primeiro mês completo após o início do conflito no Irã, que elevou os preços globais de petróleo e energia.
PIB do Canadá deve mostrar impacto da guerra no Irã
O Produto Interno Bruto mensura o valor total dos bens e serviços produzidos no país, incluindo a receita obtida com exportações de petróleo. Segundo Statistics Canada, o balanço de março indicará se a valorização do barril refletiu em crescimento econômico, após o Canadá registrar superávit comercial pela primeira vez em seis meses, impulsionado por vendas de ouro e derivados de petróleo.
Em abril, o presidente do Banco do Canadá, Tiff Macklem, afirmou que “o conflito no Oriente Médio deve alterar a composição do crescimento, mas o efeito líquido tende a ser modesto”, pois o aumento no valor das exportações de energia compensa parte da pressão sentida por consumidores e empresas.
Na véspera da publicação, o petróleo WTI era negociado a cerca de US$ 90, abaixo do pico de US$ 116 de início de abril, mas bem acima dos US$ 65 registrados no dia anterior à escalada militar, no fim de fevereiro. Como os preços do petróleo são voláteis, especialistas alertam que a correlação direta com o PIB é limitada.
Projeções divergem. Modelo do Banco da Nova Escócia indica que, se o WTI permanecer US$ 10 acima de uma linha de base, o PIB canadense pode avançar 0,3 % em 2026 e 0,5 % em 2027, ganhos que dobrariam a cada novo incremento de US$ 10. Já estudo da Deloitte, de abril, sugere que a guerra pode reduzir o crescimento em até 20 %, citando desaceleração de investimentos e consumo.

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Entre os bancos locais, o RBC Economics prevê alta de 0,1 % no PIB de março sobre fevereiro e expansão anual de 1,7 % no primeiro trimestre, lembrando que o país ainda enfrenta incertezas relacionadas a tarifas norte-americanas e à revisão do acordo CUSMA.
No horizonte imediato, a publicação de sexta-feira servirá como termômetro para políticas de juros e para o fôlego das exportações energéticas. Para acompanhar outras análises sobre economia internacional, visite nossa editoria de Brasil e fique informado.
Crédito da imagem: Global News

















