Petróleo sobe 3% após ameaça de sanções dos EUA ao Iraque
Petróleo sobe 3% após ameaça de sanções dos EUA ao Iraque e renova a tensão nos mercados globais. Por volta de 17h30 desta sexta-feira (23), o Brent para março ganhava 2,51%, a US$ 65,67 o barril, enquanto o WTI avançava 2,53%, para US$ 60,85, refletindo o risco geopolítico no Oriente Médio.
Petróleo sobe 3% após ameaça de sanções dos EUA ao Iraque
De acordo com informações divulgadas pela agência Reuters, a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou autoridades iraquianas de que poderá impor sanções diretamente ao Estado, caso milícias apoiadas pelo Irã participem do próximo governo em Bagdá. A possível punição inclui bloquear a principal fonte de receita externa do Iraque, operada por meio da conta de petróleo mantida na regional do Federal Reserve de Nova York.
A retórica de Washington intensificou as preocupações sobre a oferta de petróleo numa região responsável por quase um terço da produção global. Diplomatas norte-americanos vêm reiterando o aviso há dois meses, segundo fontes ouvidas pela Reuters, em reuniões com líderes xiitas influentes e representantes do governo.
Um porta-voz do Departamento de Estado declarou que os EUA “apoiam a soberania iraquiana” e não tolerarão “milícias financiadas pelo Irã que fomentam terrorismo”. Ontem, Trump também indicou o deslocamento de um grupo naval – incluindo um porta-aviões e destróieres de mísseis guiados – para o Golfo Pérsico, reforçando o clima de alerta.
O agravamento das tensões ocorre poucos meses após ataques norte-americanos contra alvos iranianos e em um momento em que Teerã continua a ser um dos principais exportadores de petróleo para a China, segundo maior consumidor mundial.

Imagem: Liliane de Lima
No curto prazo, analistas avaliam que qualquer escalada entre Estados Unidos, Irã e Iraque pode pressionar os preços para níveis ainda mais altos, especialmente se houver restrição física à produção ou ao escoamento pelo Estreito de Ormuz, rota vital do comércio de energia.
Para acompanhar a evolução das cotações e entender os desdobramentos dessa crise, visite também nossa editoria de Economia e continue bem informado.
Crédito da imagem: REUTERS/Angus Mordant















