Petróleo dispara 8% após ataques no Estreito de Ormuz
Petróleo dispara 8% após ataques no Estreito de Ormuz, elevando imediatamente as cotações internacionais e reacendendo temores sobre inflação e crescimento global.
Petróleo dispara 8% após ataques no Estreito de Ormuz
Os contratos do Brent saltaram até 13%, tocando US$ 82,37 por barril – patamar mais alto desde janeiro de 2025 – antes de moderar para US$ 78,87, ainda em alta de 8,2% às 09h19 GMT. Já o West Texas Intermediate (WTI) alcançou US$ 75,33 (+12%) e recuou para US$ 72,17 (+7,7%).
A escalada ocorreu depois que retaliações do Irã a bombardeios de Israel e Estados Unidos, que resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei, paralisaram o tráfego no Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do petróleo consumido no planeta. Dados de navegação mostraram mais de 200 embarcações aguardando fora da passagem; três petroleiros foram danificados e um tripulante morreu.
Analistas esperavam abertura acima de US$ 90, mas o movimento foi parcialmente contido porque parte do risco já estava precificada. Ainda assim, o Brent soma 19% de valorização em 2026 e o WTI, 17%.
James Hosie, da Shore Capital, avalia que a incerteza quanto à sucessão política em Teerã adiciona prêmio extra de risco. A consultoria Citi projeta o Brent entre US$ 80 e US$ 90 nesta semana, enquanto o Goldman Sachs lembra que estoques visíveis estão em 7,827 milhões de barris, suficientes para 74 dias de demanda.
O impacto vai além do mercado futuro. Nos Estados Unidos, futuros de gasolina avançaram até 9,1%, para US$ 2,496 por galão, reacendendo o temor de preços acima de US$ 3 nas bombas – cenário politicamente sensível às vésperas das eleições de meio de mandato.
No lado da oferta, a Opep+ anunciou aumento de 206 mil barris diários a partir de abril, mas a maior parte dos integrantes já opera próxima do limite. A Agência Internacional de Energia declarou estar pronta para coordenar uso de reservas estratégicas, segundo a Reuters.

Imagem: Reuters
Com o estreito parcialmente bloqueado, o fluxo de produtos refinados rumo à China, Índia e outros grandes consumidores também foi interrompido, ampliando o efeito dominó sobre combustíveis como diesel e querosene de aviação.
O mercado agora monitora se o conflito se estende ou se uma eventual transição de poder em Teerã reduzirá as tensões. Enquanto isso, investidores ajustam posições, atentos ao risco de pressão inflacionária e à resposta de grandes bancos centrais.
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Crédito da imagem: Reuters/Eli Hartman















