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Petróleo cai mais de 1% após acordo Trump-Venezuela

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Petróleo cai mais de 1% após acordo Trump-Venezuela

Petróleo cai mais de 1% após acordo Trump-Venezuela e renova a pressão sobre as cotações internacionais nesta quarta-feira (7), depois de Washington anunciar a importação de até US$ 2 bilhões em petróleo venezuelano.

Petróleo cai mais de 1% após acordo Trump-Venezuela

O contrato Brent para março recuou US$ 0,74, ou 1,2%, para US$ 59,96 o barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) perdeu US$ 1,14, ou 2%, encerrando a US$ 55,99. A sessão marcou a segunda queda consecutiva, ampliando a percepção de oferta abundante em 2026.

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Segundo publicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas redes sociais, Caracas entregará entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo atualmente sancionado. Parte das cargas originalmente destinadas à China deverá ser redirecionada aos EUA, indicaram fontes de mercado.

“Os futuros do petróleo permanecem na defensiva após o anúncio de que a Venezuela fornecerá esse volume adicional”, explicou Dennis Kissler, vice-presidente sênior de negociações da BOK Financial. Analistas temem que o aumento da oferta ao maior consumidor mundial mantenha os preços limitados nos primeiros meses do ano.

Desde meados de dezembro, navios-tanque venezuelanos estão ancorados sem autorização para zarpar, reflexo do bloqueio às exportações imposto por Trump. A restrição faz parte da campanha de pressão contra o governo de Nicolás Maduro, capturado no fim de semana por forças norte-americanas. Autoridades venezuelanas classificam a ação como sequestro e acusam os EUA de tentar apropriar-se das vastas reservas de petróleo do país.

O clima geopolítico ficou ainda mais tenso após a apreensão, na véspera, de um navio petroleiro vazio, de bandeira russa e ligado à Venezuela, no Atlântico. As medidas reforçam o debate sobre possíveis interrupções de fornecimento, embora, no curto prazo, o acordo de importação aponte para oferta maior.

De acordo com a agência Reuters, participantes de mercado já precificam um cenário de excedente global em 2026, fator que limita qualquer recuperação expressiva dos preços.

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Crédito da imagem: Reuters/Christian Hartmann

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