Petrobras lucra R$ 15,6 bi no 4T25 e reverte prejuízo
Petrobras lucra R$ 15,6 bi no 4T25 e reverte prejuízo, marcando virada em relação à perda de R$ 16,9 bilhões registrada um ano antes e sinalizando resiliência mesmo com a queda do Brent.
Petrobras lucra R$ 15,6 bi no 4T25 e reverte prejuízo
No quarto trimestre de 2025, a receita de vendas somou R$ 127,4 bilhões, praticamente em linha com os R$ 127,9 bilhões do trimestre anterior e 5,0 % acima do mesmo intervalo de 2024. Segundo a estatal, volumes robustos de exportação e maiores vendas internas de derivados compensaram o recuo de 7,8 % na cotação média do Brent.
O lucro bruto consolidado atingiu R$ 58,5 bilhões, leve avanço anual, mas abaixo do resultado do terceiro trimestre. O Ebitda ajustado totalizou R$ 59,9 bilhões, retração trimestral de 6,2 %, enquanto a geração de caixa operacional ficou em R$ 54,9 bilhões.
No segmento de exploração e produção (E&P), a receita de vendas caiu 9,9 % frente ao 3T25, para R$ 77,3 bilhões, refletindo o petróleo mais barato. O lucro bruto recuou 20,5 %, para R$ 37,1 bilhões, e o Ebitda ajustado ficou em R$ 51,1 bilhões, com margem de 66 %.
Já em refino, transporte e comercialização, a receita permaneceu estável em R$ 120,3 bilhões, mas o lucro bruto saltou 48 % na comparação trimestral, para R$ 13,0 bilhões, impulsionado pelo giro de estoques e por exportações recordes de petróleo.
No segmento de gás e energias de baixo carbono, a receita avançou para R$ 12,9 bilhões e o lucro bruto cresceu para R$ 6,3 bilhões, influenciados pela contabilização de receitas contratuais anuais em dezembro.
Os investimentos (capex) alcançaram R$ 35,6 bilhões no trimestre e R$ 108,7 bilhões em 2025, com 84 % destinados a E&P — ritmo associado a novas campanhas de poços e à construção de FPSOs. Como consequência, a dívida líquida subiu para US$ 60,6 bilhões, elevando a alavancagem para 1,42 vezes o Ebitda ajustado.

Imagem: Vitor Azevedo
Para mais detalhes sobre a performance da companhia, a Petrobras publicou o relatório completo em seu site e reforçou que os dados seguem as diretrizes contábeis internacionais. Informações adicionais também podem ser consultadas na Agência Brasil, que acompanha de perto os resultados das estatais.
O desempenho trimestral confirma a estratégia de reforço em produção e refino diante de um ambiente de preços menos favorável, mantendo a geração de caixa robusta para sustentar o plano de investimentos.
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Crédito da imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Flickr















