Petrobras estuda novo acordo de acionistas na Braskem
Petrobras estuda novo acordo de acionistas na Braskem depois que a gestora IG4 Capital firmou o compromisso de adquirir a participação da Novonor na petroquímica, operação que poderá alterar o controle da companhia.
Estatal analisa preferência e tag along
Em fato relevante divulgado à noite de 15 de dezembro, a Petrobras (PETR4) informou que acompanhará os desdobramentos da transação e avaliará, “nos termos e condições aplicáveis”, o eventual exercício dos direitos de preferência e de tag along previstos no acordo de acionistas em vigor da Braskem (BRKM5).
A Novonor, antiga Odebrecht, detém 50,1 % das ações com direito a voto e 38,3 % do capital total da Braskem; a Petrobras possui 47 % das ações votantes e 36,1 % do total. Pelo acerto com os credores — Itaú, Bradesco, Santander, BB e BNDES — a Novonor transferirá 50,111 % do capital votante e 34,323 % do capital total para um fundo administrado pela IG4, permanecendo com apenas 4 % após a conclusão da operação, que envolve cerca de R$ 20 bilhões em dívidas.
Magda Chambriard busca mais sinergias
À Reuters, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, declarou que pretende “exacerbar as sinergias” entre a estatal e a petroquímica, ampliando o poder de decisão sobre as operações da Braskem. Segundo ela, um novo acordo de acionistas é fundamental para capturar ganhos de integração que, em sua avaliação, foram subexplorados pela administração atual da petroquímica.
Próximos passos dependem de governança
A companhia destacou que qualquer deliberação definitiva obedecerá aos seus processos internos de governança e às aprovações regulatórias cabíveis, prometendo comunicação tempestiva ao mercado. Analistas da XP Investimentos consideram a entrada da IG4 positiva, pois, se confirmada, representará mudança efetiva de controle, abrindo caminho para redefinição da estratégia da Braskem.

Imagem: Lorena Matos
O mercado acompanhará, portanto, se a Petrobras exercerá seus direitos para elevar participação ou apenas renegociará o acordo, mantendo influência proporcional ao atual bloco de controle.
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Crédito da imagem: Reuters/Sergio Moraes















