Peter Mandelson: Starmer ignorou alerta de risco
Peter Mandelson: Starmer ignorou alerta de risco Documentos oficiais divulgados nesta quarta-feira (10) pelo governo britânico mostram que assessores alertaram o primeiro-ministro Keir Starmer sobre o “risco reputacional” de indicar Mandelson como embaixador nos Estados Unidos, em razão de seus vínculos com o financista condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein.
Peter Mandelson: Starmer ignorou alerta de risco
O dossiê, enviado a Starmer em dezembro de 2024, detalhava duas décadas de proximidade entre Peter Mandelson e Epstein, incluindo uma estadia do ex-ministro na casa do empresário em junho de 2009, período em que Epstein cumpria pena por abuso de menor. Mesmo assim, Starmer efetivou a nomeação em janeiro de 2025, considerada crucial para fortalecer laços com o então presidente dos EUA, Donald Trump.
Nove meses depois, novos dados sobre a relação vieram a público e Mandelson foi demitido. A decisão desencadeou forte crise política: oposicionistas e parte do Partido Trabalhista questionam a permanência de Starmer no cargo.
Mais de 140 páginas de documentos já estão disponíveis no site governamental, após pressão do Parlamento. O chefe da Secretaria do Gabinete, Darren Jones, afirmou que a investigação interna “não revelou a extensão da amizade” e acusou Mandelson de mentir ao primeiro-ministro. “Ele nunca deveria ter representado o Reino Unido”, declarou Jones na Câmara dos Comuns.
Segundo a BBC, a polícia pediu que trechos que possam atrapalhar a investigação criminal fiquem sob sigilo. Mandelson, 72 anos, foi detido em 23 de fevereiro por suspeita de má conduta em cargo público, mas responde em liberdade e nega irregularidades; não há acusações de natureza sexual contra ele.
Os arquivos indicam ainda que, enquanto chefiava a pasta de Negócios em 2009, Mandelson teria repassado a Epstein informações sensíveis sobre possíveis privatizações e discutido lobby para reduzir impostos sobre bônus de banqueiros. Paralelamente, ele é alvo de inquérito antifraude da União Europeia relativo ao período em que foi comissário de Comércio.

Imagem: Internet
Starmer pediu desculpas às vítimas de Epstein e admitiu “erro” ao confiar no ex-embaixador. A divulgação de novos lotes de documentos deve manter a pressão sobre Downing Street nas próximas semanas.
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Crédito da imagem: Chris Kleponis / Pool via CNP















