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Peter Mandelson deixa Partido Trabalhista após caso Epstein

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Peter Mandelson deixa Partido Trabalhista após caso Epstein

Peter Mandelson deixa Partido Trabalhista após caso Epstein. O ex-secretário de Negócios do Reino Unido enviou carta de renúncia neste domingo, em meio a nova onda de documentos que expõe pagamentos de Jeffrey Epstein e possíveis repasses de e-mails internos do governo britânico ao financista condenado.

Peter Mandelson deixa Partido Trabalhista após caso Epstein

Peter Mandelson, um dos pares mais influentes do Labour, comunicou sua saída do partido após ter o nome citado no lote mais recente dos “Epstein files”. Os documentos, divulgados por órgãos judiciais dos Estados Unidos, apontam três transferências de US$ 25 mil feitas por Epstein para Mandelson entre 2003 e 2004. Além disso, e-mails sugerem que, em 2009, quando era secretário de Negócios do então primeiro-ministro Gordon Brown, Mandelson teria encaminhado a Epstein relatórios internos sobre a economia britânica.

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Em carta endereçada ao secretário-geral do Partido Trabalhista, Mandelson afirmou sentir “profundo pesar” pela repercussão do caso e disse que investigará, por conta própria, as alegações de pagamentos: “Não desejo causar mais constrangimento ao partido”.

O gabinete do premiê Keir Starmer acionou o secretário do Gabinete para apurar a conduta de Mandelson no último governo trabalhista. Starmer declarou que o ex-ministro “não deveria permanecer na Câmara dos Lordes nem usar o título”, embora reconheça não ter poder legal para cassar a honraria, que requer alteração legislativa rara e complexa — não ocorrida nos últimos 100 anos.

Downing Street acrescentou que, caso o Congresso dos EUA convoque Mandelson, ele deverá cooperar. O governo também estuda modernizar os mecanismos disciplinares da Câmara Alta, criando um comitê específico para punir membros envolvidos em escândalos.

Mandelson já havia sido afastado do cargo de embaixador do Reino Unido nos EUA no ano passado, após vir à tona um bilhete em que chamava Epstein de “melhor amigo”. Na época, ele declarou ter acreditado nas justificativas do financista sobre o processo de 2009 por solicitação de prostituição de menores: “Caí nas mentiras dele e lamento profundamente”.

Segundo a BBC, a remoção formal de um lorde exigiria nova legislação, possibilitando a renúncia compulsória ou expulsão — pauta que deve ganhar força após o episódio.

O caso reforça o debate sobre transparência e responsabilização de autoridades no Reino Unido. Acompanhe outras atualizações políticas em nossa editoria Brasil e saiba mais sobre os desdobramentos internacionais.

Crédito da imagem: Global News

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