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Peter Mandelson admite arrependimento por amizade com Epstein

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Peter Mandelson admite arrependimento por amizade com Epstein

Peter Mandelson admite arrependimento por amizade com Epstein no primeiro pronunciamento público desde que um “álbum de aniversário” revelou cartas pessoais entre o embaixador do Reino Unido nos EUA e o falecido financista, condenado por crimes sexuais.

Peter Mandelson admite arrependimento por amizade com Epstein

Durante entrevista ao jornalista britânico Harry Cole, Mandelson reconheceu a longa ligação com Jeffrey Epstein e declarou sentir “profunda simpatia” pelas vítimas do empresário. O diplomata afirmou que manteve a relação “muito além do que deveria” após aceitar, “sem questionar”, as explicações de Epstein sobre o processo que enfrentou na Flórida.

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Mandelson, que escreveu “meu melhor amigo” em uma mensagem de aniversário ao milionário, afirmou que novas correspondências entre ambos “certamente virão à tona” e serão “muito embaraçosas”. Segundo ele, “não há dúvida” de que haverá mais material comprometedor, fruto de anos de contato.

A entrevista ocorre poucos dias depois de a Comissão de Supervisão da Câmara dos EUA divulgar o álbum de 238 páginas preparado por Ghislaine Maxwell para o 50º aniversário de Epstein. O documento também inclui testamentos, agenda de contatos com políticos, celebridades e membros da realeza, além de bilhetes manuscritos, como um de Bill Clinton elogiando a “curiosidade infantil” do anfitrião.

Questionado sobre a possibilidade de ser citado nos chamados “Epstein files”, Mandelson declarou não acreditar estar nominalmente envolvido, mas reconheceu que não pode “reescrever a história”. Ele classificou o ex-amigo como “mentiroso carismático” e lamentou o conteúdo da própria carta: “muito constrangedor”.

O governo britânico, segundo o jornal The Guardian, reforçou que o primeiro-ministro Kier Starmer mantém “plena confiança” no embaixador, focado na preparação da segunda visita de Estado do presidente norte-americano Donald Trump, prevista para a próxima semana.

Mesmo destacando que nunca recebeu convites inapropriados de Epstein, Mandelson reconheceu que a manipulação do financista dificultava perceber os abusos. O ministro da Educação, Josh MacAlister, alertou em entrevista à TV que “não se deve culpar todos por associação”, lembrando que ofensores costumam ser “altamente manipuladores”.

Epstein foi encontrado morto em 2019, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores. Desde então, documentos sigilosos vêm sendo liberados pela Justiça e por comissões parlamentares, ampliando o escrutínio sobre figuras poderosas que circularam em seus jatos e mansões.

No encerramento da entrevista, Mandelson reiterou arrependimento e solidariedade às vítimas: “Posso, ao menos, expressar meu profundo pesar por ter continuado essa amizade.”

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Crédito da imagem: Getty Images

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