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Pesquisador da Anthropic se demite e alerta para risco global

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Pesquisador da Anthropic se demite e alerta para risco global

Pesquisador da Anthropic se demite e alerta para risco global ao anunciar, em carta divulgada na rede X, que o planeta vive “perigo iminente” não apenas por causa da inteligência artificial, mas por uma série de crises conectadas, como bioterrorismo e uso inadequado da tecnologia.

A saída de Mrinank Sharma

Mrinank Sharma, líder da equipe de pesquisas em salvaguardas de IA da Anthropic, confirmou que esta sexta-feira (9.fev.2026) foi seu último dia na empresa. No comunicado, o pesquisador afirmou ter cumprido todos os objetivos na companhia, mas revelou frustração em “fazer com que valores éticos guiem as ações diárias”.

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Fundada em 2021 por ex-funcionários da OpenAI, a Anthropic surgiu com a promessa de priorizar a segurança nos sistemas de IA. Entre seus projetos está o modelo Claude, descrito pela empresa como “confiável e compreensível”.

Críticas ao setor de IA

Sharma disse sentir-se “chamado à escrita”, pretendendo cursar poesia para exercer “fala corajosa”. Ele mencionou preocupação com a “bajulação” que, segundo ele, ameaça a autocrítica na indústria.

Em 2025, a Anthropic enfrentou contestação ao acertar US$ 1,5 bilhão em um acordo judicial com autores que acusavam a empresa de usar obras pirateadas em treinamentos de IA.

A renúncia ocorre dias após Zoë Hitzig, pesquisadora da OpenAI, também abandonar o cargo. Em artigo no New York Times, ela criticou o plano de inserir anúncios no ChatGPT, alegando risco de manipulação dos usuários. O episódio reacendeu a disputa pública entre OpenAI e Anthropic, intensificada após a exibição de um comercial no Super Bowl em que a Anthropic ironizou a possível estratégia publicitária da rival.

Reações do mercado e próximos passos

O CEO da OpenAI, Sam Altman, rebateu as críticas em postagem extensa, chamando o anúncio da Anthropic de “desonesto” e defendendo que publicidade pode manter acesso gratuito à plataforma. Altman disse ainda que a política de sua empresa veda “anúncios enganosos”.

Especialistas ouvidos pela Reuters avaliam que as demissões expõem a tensão crescente entre avanço comercial e responsabilidade social na corrida pela inteligência artificial.

A carta de Sharma termina com a afirmação de que a “capacidade da IA de distorcer a humanidade” exige vigilância constante. Ele reforçou que pretende dedicar-se a promover debates públicos que “alinhem valores a ações concretas”.

No curto prazo, a Anthropic não anunciou substituto para a liderança da equipe de salvaguardas, mas reiterou seu “compromisso com sistemas de IA seguros e transparentes”.

Quer saber mais sobre os desafios éticos da tecnologia no país? Visite nossa editoria de Brasil e acompanhe análises e atualizações.

Crédito da imagem: Global News

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