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Resumo:
O Governo de Minas Gerais formalizou um protocolo de intenções para apoiar o Península Três Marias, empreendimento imobiliário e turístico de alto padrão que prevê investimentos de R$ 600 milhões. O projeto ambiciona transformar a cidade de menos de 30 mil habitantes em um novo polo náutico e de turismo de luxo no Brasil.
Com VGV estimado em R$ 3 bilhões, projeto da Elemental Construtora ocupará 6,9 milhões de m² às margens do rio São Francisco e prevê residências de altíssimo padrão, marina, hotelaria, gastronomia e experiências exclusivas
O Governo de Minas Gerais formalizou um protocolo de intenções para apoiar a implantação do Península Três Marias, empreendimento imobiliário e turístico de altíssimo padrão que prevê investimentos de R$ 600 milhões e promete transformar a cidade de Três Marias, com menos de 30 mil habitantes, em um novo polo de turismo e segunda residência de alta renda no Brasil. Desenvolvido pela Elemental Construtora, o projeto tem valor geral de vendas (VGV) estimado em R$ 3 bilhões e nasce com a ambição de reposicionar a região no mapa dos grandes destinos turísticos brasileiros.
Firmado por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) e da Invest Minas, o Protocolo de Intenções nº 25/2026 foi publicado no Diário Oficial do Estado em 2 de outubro. O acordo formaliza o compromisso da Invest Minas de prestar apoio e assistência ao empreendimento durante suas fases de implantação e operação, reforçando o potencial do investimento para impulsionar o desenvolvimento econômico, o turismo e a geração de empregos na região.
“Minas Gerais tem potencial para desenvolver novas vocações econômicas a partir das características de cada região. No interior, investimentos no turismo podem fortalecer cadeias de negócios, atrair novos empreendimentos e gerar oportunidades de trabalho e renda. Nosso papel é criar condições para que essas iniciativas contribuam para diversificar a economia e impulsionar o desenvolvimento regional”, destaca a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa.
Às margens da represa de Três Marias, formada pelas águas do rio São Francisco, o empreendimento ocupará uma área de 6,9 milhões de metros quadrados, segundo georreferenciamento que redimensionou com mais precisão o tamanho do empreendimento. Serão cinco fases de desenvolvimento, com aproximadamente 195 unidades residenciais distribuídas em um projeto de baixíssima densidade, concebido para preservar a paisagem natural e oferecer privacidade, exclusividade e uma experiência de moradia integrada à natureza.
A proposta vai muito além de um condomínio de alto padrão. O Península pretende criar um destino completo de hospitalidade e experiências, reunindo marina para embarcações de grande porte, spa com estruturas sobre o lago, haras, deques para pesca, restaurantes, biblioteca, espaços dedicados à arte e até um cinema flutuante. Um campo de golfe também está em estudo.
Para Thiago Castilho, fundador da Elemental Construtora, a ambição é revelar ao mercado de alta renda o potencial de uma região que, apesar de seus atributos naturais, ainda permanece pouco explorada pelo turismo de alto padrão.
“Nossa ambição é transformar Três Marias em um dos destinos mais desejados do Brasil. Estamos falando de uma região com uma natureza extraordinária, uma represa de proporções impressionantes e um potencial turístico ainda pouco explorado. Queremos desenvolver um projeto que coloque esse destino em outro patamar, atraindo investimentos, movimentando a economia local e criando uma nova referência de hospitalidade e qualidade de vida no país”, afirma Castilho.
Um novo destino para o turismo de alta renda
A aposta da Elemental acompanha um movimento de expansão do mercado de segunda residência para destinos que combinam natureza, privacidade, experiências exclusivas e infraestrutura de alto padrão. Nesse cenário, Três Marias reúne atributos pouco comuns: grandes extensões de áreas preservadas, acesso direto à água e uma represa que permite a navegação de embarcações de até 70 pés.
Conhecida pela pesca esportiva, especialmente do tucunaré, a região tem potencial para ampliar sua vocação turística e se consolidar também como destino náutico, gastronômico e de hospitalidade. A comparação com Capitólio, outro destino mineiro que ganhou projeção nacional pelo turismo de natureza e pelos esportes aquáticos, ajuda a dimensionar as oportunidades. Três Marias, porém, apresenta características próprias, com uma escala territorial expressiva e um grau de ocupação ainda reduzido.
A arquitetura do Península foi concebida para valorizar essa identidade. As construções terão baixa altura e utilizarão materiais como pedra do cerrado, madeira, argila e fibras naturais, privilegiando a integração com a paisagem. O projeto também prevê a participação de artesãos locais, incorporando elementos da cultura e da produção regional à experiência do empreendimento.
Outro diferencial está na estratégia de conectividade. A Elemental prevê uma parceria com a Flapper para a criação de uma frota dedicada de cinco aeronaves, incluindo um jato executivo, uma aeronave anfíbia e outros três aviões. A proposta é conectar Três Marias a importantes centros emissores de público de alta renda, com operações a partir de aeroportos como Campo de Marte, em São Paulo, Pampulha, em Belo Horizonte, Brasília e Goiânia.
A iniciativa busca reduzir o tempo de deslocamento e tornar o destino acessível a proprietários e visitantes que valorizam a possibilidade de conciliar a vida nas grandes cidades com experiências de lazer e descanso em meio à natureza.
Investimento e transformação econômica
O protocolo firmado com o Governo de Minas estabelece uma relação institucional para acompanhar a implantação do empreendimento. O documento prevê investimentos de R$ 600 milhões.
De acordo com o instrumento, a previsão de desembolsos contempla R$ 135 milhões em 2027, R$ 210 milhões em 2028 e R$ 255 milhões em 2029. O apoio institucional da Invest Minas abrange as fases de implantação e operação do projeto, respeitadas as competências dos órgãos públicos e as exigências legais aplicáveis.
Para Três Marias, município com menos de 30 mil habitantes e uma economia historicamente concentrada em atividades tradicionais, a chegada de um empreendimento dessa dimensão representa a oportunidade de desenvolver uma nova cadeia de atividades econômicas.
A expectativa é que o projeto impulsione a geração de empregos durante as obras e, posteriormente, amplie a demanda por serviços ligados à hotelaria, gastronomia, comércio, turismo náutico, manutenção, transporte e atividades de lazer. O impacto potencial vai além dos limites do empreendimento, com a possibilidade de atrair novos negócios e investimentos para a região.
“Não queremos apenas construir um empreendimento de alto padrão. Queremos contribuir para a transformação econômica e turística de Três Marias, valorizando tudo o que a região tem de mais extraordinário. Acreditamos que é possível criar um destino de referência nacional, capaz de atrair um novo público, gerar oportunidades para a população local e colocar essa parte de Minas Gerais em evidência no mercado brasileiro de turismo e hospitalidade”, destaca Castilho.
Com a formalização do protocolo, o Península Três Marias avança em sua estratégia de implantação e reforça a aposta em um novo eixo de desenvolvimento turístico em Minas Gerais. A combinação de investimento de grande porte, natureza preservada, infraestrutura de altíssimo padrão e apoio institucional coloca o projeto no centro de uma ambição maior: transformar Três Marias em um destino de referência para o turismo de alta renda no Brasil.

















