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PDVSA negocia petróleo com EUA e exige preço internacional

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PDVSA negocia petróleo com EUA e exige preço internacional

PDVSA negocia petróleo com EUA e exige preço internacional. A estatal venezuelana informou nesta quarta-feira que as conversas com o governo dos Estados Unidos sobre a retomada das compras de petróleo estão avançando, mas reforçou que qualquer carregamento será vendido pelo valor de mercado internacional.

PDVSA negocia petróleo com EUA e exige preço internacional

Em nota sucinta, a Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) destacou que o diálogo segue “termos estritamente comerciais, legais e transparentes”, semelhantes aos praticados com parceiros estrangeiros como a Chevron, sua principal sócia em joint ventures e atual responsável por todas as exportações de cru venezuelano aos EUA.

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Na terça-feira, Washington anunciou um acordo preliminar que pode liberar até US$ 2 bilhões em petróleo venezuelano para o mercado norte-americano. O avanço sinaliza resposta de Caracas às exigências do presidente dos EUA, Donald Trump, de abrir o setor a empresas norte-americanas — sob pena de novas pressões militares.

Segundo o conselheiro da PDVSA e líder sindical Wills Rangel, o petróleo só sairá da Venezuela pelo preço praticado no mercado global. “Se quiserem comprar, terão no devido tempo, mas vendido ao preço internacional, não como se o petróleo nos pertencesse porque supostamente devemos algo”, declarou ele à agência Reuters. “Não devemos nada aos Estados Unidos.”

Rangel acrescentou que a Chevron — detentora de licença especial que a isenta de sanções — é hoje a única companhia apta a embarcar petróleo venezuelano. O bloqueio norte-americano mantém paralisadas as cargas destinadas à China, principal compradora do país sul-americano.

Analistas veem no possível acordo um alívio temporário para o caixa de Caracas, mas lembram que a infraestrutura de produção segue limitada após anos de sanções e falta de investimentos. Para Washington, o objetivo imediato seria diversificar o fornecimento de petróleo leve, reduzindo a dependência de outros mercados voláteis.

No entanto, qualquer avanço depende da definição do status político da Venezuela, comandada interinamente por Delcy Rodríguez desde a deposição de Nicolás Maduro, na última semana. Trump condiciona a continuidade das tratativas à manutenção de acesso “total” ao setor petrolífero.

À medida que Caracas e Washington ajustam detalhes, o mercado acompanha de perto o impacto que novas exportações podem ter nos preços internacionais e na geopolítica regional.

Para entender como a política energética influencia decisões internas, confira outras análises em nossa editoria Brasil. Continue informado.

Crédito da imagem: Globalnews.ca

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