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Paulo Guedes diz que mercado não aposta na reeleição

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Paulo Guedes diz que mercado não aposta na reeleição

Paulo Guedes diz que mercado não aposta na reeleição, avaliou o ex-ministro da Economia ao discursar por uma hora em evento da Fami Capital, após quatro anos quase em silêncio.

Paulo Guedes diz que mercado não aposta na reeleição

Durante a apresentação, o economista descreveu um “tsunami de conservadorismo” que, segundo ele, emerge como reação ao desgaste do establishment em várias nações. Guedes observou que essa onda desloca os liberais para um segundo plano, enquanto forças de centro-direita assumem protagonismo político-econômico.

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Para o ex-ministro, o Brasil começa a espelhar a experiência chilena em determinado momento político recente, marcado por realinhamento de forças. Ele reiterou o antigo slogan da campanha de 2018 de Jair Bolsonaro: a necessidade de união entre conservadores e liberais. “Eles perceberam rapidamente que precisam estar juntos”, sintetizou.

Guedes citou nomes como Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Tarcísio de Freitas como exemplos de governadores que já se movimentam nesse campo, além de confirmar “total apoio” ao pré-candidato Flávio Bolsonaro. O economista afirmou que a aproximação dessas lideranças começa a influenciar o humor dos investidores.

“O dinheiro entra, a bolsa sobe, o dólar acalma”, descreveu. Questionado se tais movimentos indicariam confiança do mercado na reeleição do presidente Lula, foi categórico: “É um sonoro não”.

Guedes enquadrou o momento global como de “desordem”, em que conceitos de eficiência econômica guiados exclusivamente pelo mercado estariam em xeque. A análise ecoa estudos de casas de investimento citados recentemente pela agência Reuters, que também apontam avanço de agendas conservadoras em economias desenvolvidas.

No encerramento, o ex-ministro reforçou que vê oportunidade para uma nova aliança liberal-conservadora no país. Segundo ele, esse bloco buscaria estabilidade fiscal combinada com discurso de valores tradicionais, fator que atrairia capitais e reduziria volatilidade cambial.

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Crédito da imagem: REUTERS/Ueslei Marcelino

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