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Páscoa pelo mundo: tradições cristãs, judaicas e culturais

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Páscoa pelo mundo: tradições cristãs, judaicas e culturais

Páscoa pelo mundo: tradições cristãs, judaicas e culturais reúne práticas que vão muito além dos ovos de chocolate. De procissões no Vaticano ao Sêder judaico, o feriado assume significados distintos, mas sempre ligados à ideia de passagem e renovação.

Páscoa pelo mundo: tradições cristãs, judaicas e culturais

No calendário cristão ocidental, o ponto alto é o Domingo de Páscoa, quando fiéis recordam a ressurreição de Jesus Cristo. No Vaticano, a Via-Sacra no Coliseu e a bênção Urbi et Orbi, concedida pelo Papa, atraem milhares de peregrinos. Em Florença, o espetáculo Scoppio del Carro incendeia um carro de nove metros para simbolizar prosperidade.

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A Semana Santa espanhola mobiliza cidades com procissões solenes, enquanto crianças francesas esperam pelos sinos “voadores” que trazem ovos de chocolate de Roma. Nos lares lusófonos, o tradicional bacalhau da Sexta-feira Santa lembra o antigo jejum de carne.

Já a culinária pascal varia conforme a região. A Itália serve a torta pasqualina de espinafre e ricota; o Reino Unido assa os hot cross buns, pãezinhos marcados com cruz; a França prefere o cordeiro gigot d’agneau pascal.

Nas igrejas ortodoxas, a Páscoa — ou Pascha — é chamada de “festa das festas”. Em países como Grécia e Ucrânia, ovos tingidos de vermelho representam o sangue de Cristo e a promessa de nova vida. Corfu destaca-se por atirar potes de barro das janelas, gesto que afasta a má sorte. A arte ucraniana das pysanky decora cascas de ovo com desenhos geométricos para desejar proteção e fertilidade.

O fim de um longo jejum ortodoxo é marcado por receitas típicas: o pão trançado tsoureki na Grécia e a sobremesa láctea paska na Rússia e na Ucrânia, moldada em forma de pirâmide para lembrar o túmulo de Cristo.

No judaísmo, a celebração mais antiga é o Pessach, memorial da libertação do povo hebreu da escravidão no Egito. O jantar ritual, Sêder, traz alimentos simbólicos: matzá (pão sem fermento) reflete a pressa da fuga; ervas amargas (maror) lembram o sofrimento; e charoset, pasta adocicada de frutas e nozes, evoca a argamassa usada pelos escravos. Antes do Sêder, famílias eliminam todo o chametz (alimentos fermentados) para reviver a narrativa do Êxodo.

Alguns países adotam costumes seculares curiosos. Na Suécia e na Finlândia, crianças fantasiadas de bruxas trocam desenhos por doces. A Noruega dedica o feriado ao påskekrim, maratona de romances policiais. No Leste Europeu, rituais de fertilidade incluem ramos de salgueiro na República Tcheca ou perfumes florais na Hungria.

Segundo a Encyclopaedia Britannica, embora os ritos variem, a Páscoa mantém seu núcleo simbólico: celebrar transformação, esperança e continuidade da vida.

Quer saber mais sobre tradições nacionais? Visite nossa editoria Brasil e acompanhe outras reportagens especiais.

Crédito da imagem: Ministério da Cultura da Polônia

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