Paquistão diz ter matado 70 militantes na fronteira
Paquistão diz ter matado 70 militantes na fronteira durante bombardeios realizados na madrugada de domingo (24) contra supostos esconderijos de extremistas em áreas próximas ao Afeganistão, informou o governo em Islamabad.
Paquistão diz ter matado 70 militantes na fronteira
Segundo o ministro da Informação, Attaullah Tarar, a operação foi “seletiva e baseada em inteligência” e atingiu sete acampamentos ligados ao Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP) e a um braço local do Estado Islâmico. O porta-voz afirmou que “a segurança dos cidadãos paquistaneses é prioridade máxima”.
As autoridades paquistanesas não detalharam os pontos exatos das investidas aéreas, mas o Ministério da Defesa afegão declarou que mísseis caíram em zonas civis das províncias de Nangarhar e Paktika, incluindo uma madrassa e casas de moradores. Cabul classificou os ataques como “violação do espaço aéreo e da soberania do Afeganistão”.
De acordo com Mawlawi Fazl Rahman Fayyaz, diretor provincial do Crescente Vermelho Afegão em Nangarhar, 18 pessoas morreram e várias ficaram feridas. Imagens locais mostram aldeões removendo escombros e preparando funerais. O porta-voz Zabihullah Mujahid relatou “dezenas de mortos e feridos, entre eles mulheres e crianças”.
O Ministério das Relações Exteriores afegão convocou o embaixador do Paquistão em Cabul e entregou nota de protesto, lembrando que proteger o território “é responsabilidade da Sharia”. A pasta advertiu que Islamabad será responsabilizada por eventuais consequências.
Os bombardeios ocorreram poucas horas depois de um atentado suicida que matou dois soldados paquistaneses no distrito fronteiriço de Bannu. Na semana passada, outro ataque em Bajaur deixou 11 militares e uma criança mortos. Islamabad atribui a série de explosões ao TTP, que, segundo o governo, opera a partir de solo afegão — acusação negada pelo grupo e por Cabul.

Imagem: Internet
Especialistas em segurança, como Abdullah Khan, veem nos ataques sinal de que mediações do Catar, da Turquia e da Arábia Saudita fracassaram. Khan alertou que “a escalada pode agravar ainda mais as tensões” entre os dois vizinhos, que chegaram a firmar trégua temporária mediada por Doha após confrontos mortais em outubro.
O conflito regional é acompanhado de perto pela comunidade internacional. Reportagem da Reuters destaca que Islamabad pede pressão global para que o Talibã afegão impeça o uso de seu território por grupos armados contrários ao Paquistão.
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Crédito da imagem: Global News















