Ozempic genérico pode custar R$16 por mês, diz estudo
Ozempic genérico pode custar R$16 por mês, diz estudo. Nova análise da University of Liverpool revela que versões sem patente da semaglutida, princípio ativo das canetas Ozempic e Wegovy, poderiam ser comercializadas por menos de US$ 3 (aprox. R$ 15,82) mensais, derrubando drasticamente os valores hoje praticados no mercado.
Estimativa reforça acesso a tratamentos de diabetes e obesidade
Os pesquisadores calcularam que o custo anual da semaglutida injetável genérica ficaria entre US$ 28 e US$ 140 (R$ 147 a R$ 738), contra os atuais US$ 1.027,51 cobrados pela Novo Nordisk pelo Ozempic nos Estados Unidos. Mesmo após o corte de preços previsto pela empresa para 2025, o medicamento oficial seguirá dezenas de vezes mais caro que a versão genérica estimada.
O trabalho, publicado em formato de preprint, examinou registros de remessas de ingredientes farmacêuticos de 2024 e 2025, adicionando despesas com embalagem, tributos e margem de lucro. O ingrediente ativo representa apenas de US$ 0,01 a US$ 0,12 por dose, enquanto a caneta de aplicação vai de US$ 0,30 a US$ 2,50.
Com o vencimento das patentes em mercados como Índia, China, Canadá e Brasil ainda em 2024, os autores preveem uma competição intensa que pode reduzir o preço mensal para cerca de US$ 15 (R$ 80) em diversos países — e possivelmente menos, segundo o estudo. Detalhes adicionais sobre a metodologia podem ser consultados na página oficial da University of Liverpool, considerada referência acadêmica internacional.
Impacto potencial no Brasil
No Brasil, a patente da semaglutida expira em 20 de março. Após avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), laboratórios poderão lançar suas próprias versões. O Ministério da Saúde já solicitou prioridade na análise para acelerar a oferta nacional. Hoje, o tratamento com Ozempic custa até R$ 1.299,70 por mês e o Wegovy alcança R$ 2.504,02, valores que restringem o acesso para grande parte da população.

Imagem: Kokosha Yuliya
Andrew Hill, pesquisador sênior que liderou o trabalho, afirma que preços significativamente mais baixos permitiriam “tratar toda a população que precisa”, ampliando o alcance terapêutico para milhões de pessoas com diabetes tipo 2 e obesidade.
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Crédito da imagem: Kokosha Yuliya/Shutterstock















