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Ouro recorde: temores globais levam metal a US$ 4 mil

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Ouro recorde: temores globais levam metal a US$ 4 mil

Ouro recorde: temores globais levam metal a US$ 4 mil O metal precioso disparou 53% em 2025 e quebrou a barreira histórica de US$ 4 mil por onça, impulsionado por conflitos geopolíticos e incertezas econômicas.

Ouro recorde: temores globais levam metal a US$ 4 mil

Em apenas três anos, o valor do ouro dobrou, refletindo a busca de proteção em meio às guerras na Ucrânia e em Gaza, além de ataques envolvendo Irã e Iêmen que ameaçam rotas marítimas. Esse cenário de risco empurrou investidores a ampliar posições no metal, tradicional refúgio em épocas de crise.

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Analistas destacam que, normalmente, um ou dois vetores sustentam a alta do ouro. Desta vez, todos os motores clássicos estão acionados ao mesmo tempo: tensões geopolíticas, juros reais baixos, dólar volátil e receios sobre o crescimento global.

Somente em setembro, a cotação avançou 12%, arrastando prata, platina e paládio. “A escalada indica que o mercado está preocupado com algo maior”, afirmou Dan Smith, diretor da Commodity Market Analytics.

No campo monetário, bancos centrais devem adquirir cerca de 1 000 toneladas do metal em 2025, quarto ano seguido de compras volumosas para diversificação de reservas e redução da exposição ao dólar. Dados do World Gold Council corroboram esse movimento de demanda oficial crescente.

Além disso, tarifas comerciais impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a persistência da inflação turbinaram a procura por ativos tangíveis. A hesitação do Federal Reserve em elevar juros reforça a atratividade do ouro, uma vez que o custo de oportunidade permanece reduzido.

Com o mercado “sobrecomprado”, há risco de realização de lucros, mas a maioria dos estrategistas vê espaço para novos recordes. O Goldman Sachs elevou a projeção para dezembro de 2026 a US$ 4 900 por onça. “É difícil apontar hoje um gatilho que reverta o sentimento pró-ouro”, observou David Wilson, do BNP Paribas.

A contínua entrada de recursos em ETFs de ouro físico, bem como a demanda por barras e moedas, reforça a perspectiva de valorização prolongada até 2026.

Para acompanhar os desdobramentos econômicos e políticos que influenciam o mercado de metais preciosos, visite nossa editoria de Brasil e mantenha-se informado.

Crédito da imagem: Canva

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