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Operação dos EUA na Venezuela pressiona petróleo canadense

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Operação dos EUA na Venezuela pressiona petróleo canadense

Operação dos EUA na Venezuela pressiona petróleo canadense e levanta dúvidas sobre o futuro das exportações de óleo pesado do Canadá para refinarias norte-americanas, segundo analistas do setor.

Operação dos EUA na Venezuela pressiona petróleo canadense

As manobras de Washington para afastar Nicolás Maduro e reestruturar o setor de energia venezuelano provocaram queda nas ações de gigantes canadenses na segunda-feira. Os papéis da Cenovus Energy e da Canadian Natural Resources recuaram cerca de 5%, enquanto a Suncor cedeu 1,4%. Enbridge e South Bow, operadoras de grandes oleodutos transfronteiriços, perderam em torno de 3%.

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Em novembro de 2025, a Venezuela produziu 1,1 milhão de barris diários e exportou 950 mil. Sanções dos Estados Unidos reduziram os embarques para aproximadamente 500 mil barris em dezembro, de acordo com dados preliminares de rastreamento de navios.

Para Shaz Merwat, especialista do RBC Thought Leadership, o petróleo canadense continuará encontrando compradores nos Estados Unidos. Hoje, entre 4 e 4,2 milhões de barris por dia atravessam a fronteira, sendo cerca de 2,8 milhões destinados ao Meio-Oeste, região que tradicionalmente não processa óleo venezuelano.

O professor Luis Virla, ex-executivo da petroquímica estatal venezuelana, avalia que a retomada plena da produção em Caracas exigirá “muitos anos e investimentos bilionários”. Ainda assim, ele alerta que refinarias do Golfo do México, projetadas para petróleo pesado venezuelano e atualmente abastecidas pelo Canadá, podem renegociar volumes se o barril da Venezuela voltar a competir em preço.

Heather Exner-Pirot, do MacDonald-Laurier Institute, concorda que o desafio principal é de mercado. Segundo ela, o Canadá já enfrenta concorrentes como Estados Unidos, Brasil, México e membros da Opep. “Quem compra óleo pesado são refinarias preparadas para esse tipo de produto, a maioria nos EUA e na Ásia. Diversificar significa mirar a Ásia”, disse.

O governo de Alberta reforçou, em nota, a urgência de ampliar a malha de dutos para reduzir a dependência de um único mercado. A Associação Canadense de Produtores de Petróleo apontou que a volatilidade geopolítica evidencia a necessidade de tornar o país mais competitivo para atrair investimentos.

Mais detalhes sobre o contexto internacional podem ser conferidos na agência Reuters, que acompanha os desdobramentos da crise venezuelana.

No Brasil, a cobertura completa sobre energia e economia segue disponível na editoria BRASIL. Continue conosco para entender como os movimentos globais influenciam o mercado nacional.

Crédito da imagem: Globalnews.ca

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