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Operação Coluna de Areia mira fraude fiscal de R$ 26 mi

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Operação Coluna de Areia mira fraude fiscal de R$ 26 mi

Operação Coluna de Areia mobilizou, nesta terça-feira (28/4), equipes do Cira-MG para desmontar um suposto esquema de sonegação de ICMS e lavagem de dinheiro que teria desviado R$ 26 milhões dos cofres mineiros.

Operação Coluna de Areia mira fraude fiscal de R$ 26 mi

Coordenada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Minas Gerais (Cira-MG), a ação cumpriu oito mandados de busca e apreensão em Pedro Leopoldo, Belo Horizonte, Lagoa Santa e Rio Acima. Alvos foram sedes de construtoras, fabricantes de pré-moldados, locadoras industriais e holdings patrimoniais, além das residências de empresários e funcionários investigados.

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Durante as diligências, agentes recolheram celulares, computadores, documentos e outros materiais considerados relevantes. Paralelamente, a Justiça determinou a indisponibilidade de ativos dos investigados, cujo valor exato ainda é apurado.

Esquema estruturado de sonegação

Segundo a Coordenadoria Regional de Defesa da Ordem Econômica e Tributária de Belo Horizonte (Caoet-BH), o não recolhimento do ICMS deixou de ser uma falha isolada e passou a integrar a estratégia permanente do grupo empresarial. Embora o tributo fosse incluído no preço final e pago pelos consumidores, o valor correspondente não chegava ao erário.

Auditores identificaram o uso de offshores domésticas: ao menos 19 pessoas jurídicas interligadas diluíam responsabilidades, promoviam reorganizações societárias sucessivas e embaralhavam a rastreabilidade dos recursos. Há indícios de manipulação contábil com lançamentos fictícios, omissão de receitas e vendas sem emissão de nota fiscal.

Para a auditora fiscal Caroline Zanforlim, a iniciativa marca a prioridade do Cira-MG no enfrentamento aos devedores contumazes e na proteção da concorrência leal. “Cada real sonegado impacta serviços essenciais como saúde, educação e segurança”, ressaltou.

Operação Coluna de Areia mira fraude fiscal de R$ 26 mi - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Força-tarefa multidisciplinar

Participaram da operação três promotores de Justiça, 37 auditores da Receita Estadual, 31 policiais militares, nove policiais civis, dois bombeiros militares e dez servidores do Ministério Público. Informações adicionais podem ser conferidas no site do Ministério Público de Minas Gerais, que acompanha o caso.

O inquérito prossegue para quantificar integralmente os danos ao erário e identificar todos os beneficiários do esquema. Ao final, os envolvidos podem responder por crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Para acompanhar outras operações que afetam o cotidiano dos mineiros, visite nossa cobertura na seção Brasil e fique por dentro das atualizações.

Crédito da imagem: Cira-MG / Reprodução

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