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US Open marca fim do domínio do backhand de uma mão no tênis moderno

Imagem ilustrativa: US Open marca fim do domínio do backhand de uma mão no tênis moderno
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O desaparecimento do backhand de uma mão no us open

Em um momento que chamou atenção no US Open de 2026, Stefanos Tsitsipas protagonizou uma cena que simboliza uma mudança profunda no tênis contemporâneo. Após um saque potente de Ben Shelton com match point, Tsitsipas tentou devolver com seu tradicional backhand de uma mão, mas a bola foi longa, resultando em sua eliminação do torneio. Muito além de um ponto perdido, a cena é um retrato do declínio progressivo de um dos golpes mais elegantes e históricos do esporte.

Origem e evolução do backhand de uma mão

O backhand de uma mão já foi a marca registrada de grandes campeões como Roger Federer e Stan Wawrinka. Esse golpe permite maior alcance e, para muitos, uma maior fluidez nos movimentos. Porém, requer uma técnica refinada e uma força física considerável, além de uma excelente coordenação motora para controlar a bola em situações de alta pressão.

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Ao longo dos anos, o backhand de duas mãos ganhou popularidade por oferecer mais estabilidade e potência, especialmente nas quadras rápidas. Hoje, a maioria dos jogadores jovens prefere essa variação, que demanda menos risco e é mais fácil de dominar nas fases iniciais do desenvolvimento técnico.

Análise do impacto no tênis atual

O episódio envolvendo Tsitsipas não é isolado. Vemos uma tendência clara: o backhand de uma mão está se tornando raro em competições de alto nível. A facilidade de execução e a maior segurança do backhand de duas mãos explicam essa mudança. Além disso, o tênis moderno exige reações rápidas e golpes potentes, características mais associadas à versão com duas mãos.

Essa mudança tem implicações profundas no estilo de jogo. Jogadores com backhand de uma mão tendem a ter um jogo mais versátil e criativo, mas podem sofrer mais em contra-ataques onde a precisão é crucial. Por outro lado, o domínio crescente do backhand de duas mãos favorece um jogo mais agressivo e direto.

Para fãs e especialistas, o desaparecimento do backhand de uma mão simboliza a perda de uma estética clássica e uma arte do tênis, que envolve nuances e variações de ritmo que encantavam plateias históricas.

Perspectivas para o futuro do backhand de uma mão

Apesar de seu declínio, não é impossível que o backhand de uma mão ressurja em quadras profissionais. Treinadores e jogadores que busquem inovação técnica podem apostar no golpe como diferencial. Afinal, o tênis é um esporte em constante transformação, onde a técnica deve se adaptar às demandas físicas e estratégicas do momento.

Além disso, a evolução dos materiais das raquetes e o aprimoramento dos treinamentos físicos podem facilitar a execução desse golpe no futuro. Isso poderia trazer de volta o equilíbrio entre potência e elegância que o backhand de uma mão oferece.

Por enquanto, entretanto, a partida decisiva do US Open entre Shelton e Tsitsipas é um marco simbólico. Ela reforça o fato de que o backhand de duas mãos domina as quadras, mas também nos convida a refletir sobre o valor da tradição e da técnica no tênis.

Referência: www.em.com.br

Revisado em 7 de setembro de 2026. Conteúdo revisado editorialmente antes da publicação.

Fontes consultadas: www.em.com.br

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