Home / ECONOMIA / ONS detalha plano para geração distribuída e evitar apagões

ONS detalha plano para geração distribuída e evitar apagões

Advertisements
Advertisements

ONS detalha plano para geração distribuída e evitar apagões

Plano para geração distribuída será apresentado ainda em outubro pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) ao Ministério de Minas e Energia (MME) e à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O documento descreve como cortar ou modular, em momentos críticos, até 20 gigawatts (GW) de usinas solares, eólicas, de biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (grupo III) conectadas à rede das distribuidoras, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste.

ONS detalha plano para geração distribuída e evitar apagões

De acordo com o diretor Christiano Vieira, o corte total não é obrigatório; a proposta prioriza a modulação da geração, reduzindo a produção nos horários de excedente e elevando-a nos picos de demanda. A estratégia daria maior flexibilidade ao operador, que hoje enfrenta dificuldades para equilibrar o sistema nos chamados “vales de carga” — períodos de baixa demanda com forte injeção de energia solar.

Advertisements
Advertisements

O crescimento acelerado da micro e minigeração distribuída (MMGD) tem limitado o controle do ONS sobre a oferta de eletricidade. Quando quase toda a geração já foi reduzida e ainda há excedente, surge o risco de blecaute, pois a carga passa a ser suprida quase exclusivamente por fontes fora da gestão direta do operador.

“Precisamos de uma solução para os momentos em que já cortamos tudo que podíamos”, afirmou Vieira a jornalistas. O diretor-geral do ONS, Marcio Rea, acrescentou que a MMGD permanece “uma grande preocupação” pela ausência de mecanismos regulatórios que permitam atuação imediata sobre essas usinas.

A urgência do plano aumentou após eventos críticos em maio e agosto de 2025, quando o ONS teve de reduzir ao mínimo a geração de complexos eólicos, solares e hidrelétricos, enquanto o consumo era atendido quase integralmente por unidades distribuídas. A medida evitou apagões, mas expôs a limitada margem de manobra do operador.

A proposta será discutida com o MME e a Aneel, responsáveis por estabelecer parâmetros legais para a implementação. Segundo o ONS, a adoção de cortes ou da modulação depende de normas que compatibilizem segurança energética e direitos dos geradores. Informações adicionais sobre a regulação podem ser consultadas no portal oficial da Aneel em www.gov.br/aneel.

Se aprovada, a iniciativa deve criar protocolos padronizados para que distribuidoras ajustem remotamente a produção das usinas do grupo III, preservando a estabilidade da rede sem comprometer o avanço de fontes renováveis.

Para saber como outras medidas regulatórias impactam o setor elétrico e a economia, confira também as análises em nossa editoria Brasil. Continue acompanhando nossas atualizações e entenda o futuro da energia no país.

Crédito da imagem: Pixabay

Advertisements
Advertisements