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Oficinas participativas da SES-MG definem plano de saúde

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Oficinas participativas da SES-MG definem plano de saúde

Oficinas participativas da SES-MG definem plano de saúde foram realizadas entre novembro e dezembro para ouvir moradores afetados pela mineração em Minas Gerais e embasar o Plano Estadual para Atenção Integral à Saúde das populações impactadas por desastres minerários.

Escuta ativa orienta diagnóstico do Plano Estadual

Conduzidas pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), as oficinas integram a fase de diagnóstico do futuro plano, estruturado em Vigilância em Saúde, Assistência e Participação Social. Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Prosdocimi, o objetivo é “reconhecer, a partir da vivência direta dos moradores, os impactos da mineração sobre a saúde coletiva e os serviços do SUS”.

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O método empregado, Diagnóstico Rápido Participativo (DRP), é reconhecido por legitimar o processo de formulação de políticas públicas ao incorporar o saber local. Durante os encontros, representantes comunitários identificaram fragilidades, registraram agravos e sugeriram melhorias para fluxos de atendimento, garantindo que o plano reflita as necessidades de cada território.

Municípios escolhidos e perfis atendidos

A seleção das localidades considerou critérios técnicos, como equilíbrio entre as bacias dos rios Doce e Paraopeba, histórico de rompimentos de barragens, registros de agravos à saúde e risco elevado de novos desastres. Já receberam as oficinas São José do Buriti (Felixlândia), Pompéu, Bento Rodrigues, Antônio Pereira, Paracatu de Baixo e Campinas, todos no entorno de Mariana. Encontros em Brumadinho e Congonhas estão programados.

A diversidade social foi priorizada, contemplando comunidades ribeirinhas, quilombolas e moradores diretamente expostos à atividade minerária. A governança participativa envolve o Grupo de Trabalho Mineração, autarquias, fundações, movimentos sociais e o Conselho Estadual de Saúde.

Próximos passos e transparência

Os resultados das oficinas serão consolidados com análises epidemiológicas da SES-MG para compor o relatório final de diagnóstico. Esse documento dará origem ao Plano Operativo, previsto para 2026, e será discutido no GT Mineração, reforçando o compromisso com a participação social e a transparência. De acordo com a secretaria, o plano não substitui ações de reparação previstas em acordos judiciais, mas estabelece política pública permanente.

O processo segue recomendações de organismos internacionais de saúde coletiva, como destaca a Organização Pan-Americana da Saúde, que recomenda participação comunitária em políticas de mitigação de desastres.

Para acompanhar outras iniciativas ligadas à saúde pública em Minas Gerais, visite nossa seção de notícias em Minas Informa e continue informado.

Crédito da imagem: Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais

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