Oficial iraniano no Canadá pede sigilo em audiência
Oficial iraniano no Canadá pede sigilo em audiência na Immigration and Refugee Board (IRB) enquanto Ottawa amplia a pressão sobre representantes de Teerã acusados de violações de direitos humanos.
Oficial iraniano no Canadá pede sigilo em audiência
O oficial iraniano no Canadá, descrito pela Agência de Serviços de Fronteira (CBSA) como ex-integrante de alto escalão do governo de Teerã, compareceu nesta quinta-feira à audiência que pode determinar sua deportação. Antes do início dos trabalhos, a defesa solicitou que todo o processo ocorresse a portas fechadas e sem a presença de jornalistas.
A juíza da IRB autorizou a exclusão da imprensa e impôs veto à divulgação do nome, documentos e demais registros. A medida segue a tendência de sigilo que marca processos contra suspeitos de integrar o regime iraniano, instaurados após a política federal de 2022 que proíbe dirigentes daquele país de permanecer no território canadense.
Segundo a CBSA, já foram identificados 26 ex-funcionários de alto nível vivendo no Canadá. Desde a morte de Mahsa Amini, em 2022, o governo cancelou 236 vistos ligados ao regime. No entanto, apenas um iraniano foi efetivamente deportado; outros cinco processos resultaram em permanência no país.
Ativistas como a iraniano-canadense Azam Jangravi defendem que todas as audiências sejam públicas, reforçando que a transparência é essencial para responsabilizar quem teria contribuído para a repressão que matou milhares de manifestantes no Irã, segundo organizações de direitos humanos.
No Parlamento, a deputada conservadora Melissa Lantsman criticou a “inação” do governo liberal, que, em sua visão, transformou o Canadá em refúgio seguro para agentes do regime. Já o deputado liberal Ali Ehsassi afirmou que os casos são complexos e devem respeitar o Estado de Direito.

Imagem: Stewart Bell Global Ne
A chancelaria canadense promete novas sanções. Em nota, o Ministério da Defesa Nacional declarou que “o Canadá permanecerá ao lado do povo iraniano pelo tempo que for necessário”. Enquanto isso, a CBSA garante manter “resposta robusta para impedir que altos funcionários iranianos encontrem abrigo no país”.
O processo atual é o primeiro envolvendo um suposto representante de alto escalão desde a onda de protestos que sacudiu o Irã em dezembro, a maior desde a Revolução de 1979. A decisão sobre sua permanência ou expulsão, contudo, pode demorar meses e, devido ao sigilo, sem acompanhamento público.
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Crédito da imagem: Global News















