Ofensiva em Gaza: Israel recupera restos de dois reféns
Ofensiva em Gaza entra em nova fase depois que o Exército israelense declarou Gaza City “zona de combate perigosa”, suspendeu pausas humanitárias diárias e anunciou a recuperação do corpo de um refém e dos restos mortais de outro.
Ofensiva em Gaza: Israel recupera restos de dois reféns
Segundo as Forças de Defesa de Israel (FDI), as interrupções nos combates que permitiam a entrada de alimentos e ajuda entre 10h e 20h foram canceladas. A operação, descrita como “fase inicial” de um avanço planejado, ocorre em meio à condenação internacional e ao temor de impacto humanitário sobre centenas de milhares de deslocados que já enfrentam fome.
No resgate, foram recuperados o corpo do israelense Ilan Weiss, morto em 7 de outubro de 2023 enquanto defendia o Kibutz Beeri, e os restos de mais um refém ainda não identificado, que passam por exames no Instituto de Medicina Legal de Israel. A esposa e a filha de Weiss, sequestradas no mesmo ataque do Hamas, haviam sido libertadas em novembro de 2023.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reiterou que “a campanha pela devolução dos reféns continua sem trégua” e prometeu avançar até que “todos, vivos ou mortos, voltem para casa”. De 251 pessoas levadas por militantes em 2023, cerca de 50 ainda estão em Gaza; Israel acredita que 20 delas seguem vivas.
Avichay Adraee, porta-voz das FDI, declarou nas redes sociais que as tropas “já operam com força nos arredores de Gaza City” e que os ataques serão intensificados até “desmantelar militar e politicamente o Hamas”. A Nações Unidas manifestou “profunda preocupação” e prevê “consequências horríveis” para uma população “exausta, desnutrida e privada de necessidades básicas”. Equipes da ONU e de ONGs permanecem na região, mas alertam que suas atividades dependem de acesso seguro.
Mesmo sob ameaça, cerca de 440 civis decidiram permanecer na Igreja Católica da Sagrada Família, a única em Gaza, informou o porta-voz Farid Jubran. Entre os que se abrigam no local estão mulheres, crianças e idosos, assistidos por cinco clérigos. Segundo Jubran, o grupo fica “mais próximo das paredes” quando sente perigo, já que o edifício não possui defesas especiais.
Imagem: Staff The Associated Pres
A escalada militar ocorre semanas após o anúncio israelense de ampliação da ofensiva na cidade. Organizações humanitárias exigem um cessar-fogo imediato e negociações que garantam a libertação dos reféns restantes.
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Crédito da imagem: Global News















