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O ano começa antes de janeiro: por que incluir o tênis no planejamento de uma rotina de exercícios para 2027?

 

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Resumo:

O chamado “Dia da Desistência”, que costuma esvaziar as academias logo em janeiro, acende o alerta para a importância de escolher atividades prazerosas e sustentáveis. Especialistas apontam o tênis como uma alternativa dinâmica e completa para fugir da rotina monótona e garantir constância nos treinos ao longo do ano.

 

Com o “Dia da Desistência” chegando ainda em janeiro, médico explica por que o tênis surge como alternativa para driblar a monotonia e manter a regularidade na prática esportiva ao longo do ano

Janeiro chega, a academia lota, as metas ganham as planilhas, mas duas semanas depois, o cenário muda. A plataforma Strava, que analisa centenas de atividades físicas de seus usuários, revela isso com clareza, anualmente ela calcula o chamado “Dia da Desistência”, a data em que as pessoas abandonam as metas de exercício, e em 2025 ela caiu em 14 de janeiro. Em anos anteriores, o dia variou entre 12 e 19 de janeiro, ressaltando que, antes do primeiro mês do ano terminar, as pessoas já desistiram da atividade física.

O problema no início do ano não é falta de vontade. Na maioria das vezes, é a escolha de uma atividade que a pessoa não consegue sustentar. Para o médico Arthur Neves, franqueado da Fast Tennis, rede de academias de tênis, a saída é antecipar o jogo, começar a mudança ainda em 2026, com modalidades que misturem exercício e lazer e deem tempo para o corpo se adaptar. “Treinar sozinho tem seus méritos: oferece flexibilidade de horário, foco individual e facilidade de controlar a carga. Mas a prática esportiva traz benefícios que o treino isolado dificilmente entrega por completo”, afirma. Segundo ele, o tênis é um bom exemplo: “O esporte trabalha o corpo de forma mais variada, contribuindo para a redução da gordura corporal, a melhora da capacidade cardiorrespiratória, o fortalecimento dos músculos e ossos, o favorecimento do metabolismo e ganhos de força, equilíbrio e coordenação motora. Essa dinâmica ajuda a tornar o esforço mais leve, reduz a sensação de obrigação e explora o lado do lazer com as aulas coletivas”, explica.

Um HIIT disfarçado de jogo

O médico ainda destaca que 60 minutos de treino em quadra podem gerar um gasto energético entre 500 e 700 calorias. “A dinâmica do tênis faz com que o atleta alterne entre a energia aeróbica, de longa duração, e a anaeróbica, de curta duração, estimulando o metabolismo e transformando o tênis em um dos esportes mais completos. Ainda em 2026, é possível marcar a avaliação médica, fazer uma aula experimental e testar horários, para que a rotina já exista quando o calendário virar”, pontua Neves. Há ainda o fator humano, e é ele que costuma separar quem começa de quem continua. “No tênis, cada partida é diferente, o que ajuda a afastar a monotonia, uma das principais causas de abandono. Além da evolução no esporte e da variedade, que ajudam o aluno a manter a frequência” , completa.

Os vínculos criados em quadra, as aulas em duplas e as pequenas disputas amistosas aumentam o senso de pertencimento, ampliam o convívio e ajudam a criar compromisso e, com isso, a quadra vira um ponto de encontro, e a ida ao treino passa a ser um programa social, não só uma obrigação de saúde.