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Novo Nordisk demite 9 mil e corta 11% da equipe global

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Novo Nordisk demite 9 mil e corta 11% da equipe global

Novo Nordisk demite 9 mil colaboradores em uma ampla reestruturação anunciada nesta quarta-feira, que eliminará 11 % da força de trabalho mundial de 78.400 pessoas e pretende gerar economias de cerca de C$ 1,7 bilhão até o fim de 2026.

Novo Nordisk demite 9 mil e corta 11% da equipe global

A fabricante dos medicamentos para perda de peso Ozempic e Wegovy explicou que os empregados afetados serão comunicados nos próximos meses. De acordo com o presidente e CEO Mike Doustdar, a decisão responde à mudança no mercado de tratamentos contra obesidade, “cada vez mais competitivo e orientado pelo consumidor”.

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Doustdar afirmou que a companhia precisa “instaurar uma cultura baseada em desempenho, alocar recursos de forma mais eficaz e priorizar investimentos onde o impacto seja maior, especialmente nas nossas principais áreas terapêuticas”.

O movimento ocorre em meio ao avanço da concorrente norte-americana Eli Lilly, cujo medicamento Zepbound ultrapassou Wegovy em prescrições semanais nos Estados Unidos no início deste ano. Embora Wegovy tenha recuperado parte do terreno ao longo do verão, a disputa acirrada pressiona margens e estimula estratégias agressivas, como vendas via plataformas de telemedicina, que encarecem a operação.

Além do cenário competitivo, a Novo Nordisk enfrenta a proliferação de versões manipuladas (“copycats”) de seus fármacos, o que reforça a necessidade de investir em inovação e proteção de mercado. Segundo a empresa, as economias obtidas com os cortes serão redirecionadas para a expansão do pipeline de medicamentos e para lançamentos de produtos contra obesidade em novos países, inclusive a futura apresentação em comprimido de Wegovy.

Analistas veem a medida como o primeiro grande passo de Doustdar para simplificar a estrutura corporativa e acelerar o crescimento nos segmentos de diabetes e obesidade. “Trata-se de realocar capital onde o retorno é maior”, comentou Michael Novod, chefe de pesquisa de ações para a Dinamarca no banco Nordea.

Os desligamentos afetarão todas as áreas, inclusive a sede na Dinamarca. Para mais detalhes, a empresa divulgou comunicado que pode ser lido na agência Reuters, referência global em notícias de negócios.

No Brasil, os reflexos ainda não foram detalhados, mas especialistas apontam que a redução de custos deve impulsionar a disponibilidade de doses e acelerar registros regulatórios.

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Crédito da imagem: Globalnews.ca

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