Netanyahu pede perdão ao presidente de Israel por corrupção
Netanyahu pede perdão ao presidente de Israel por corrupção e tenta encerrar um processo que o acusa de fraude, abuso de confiança e suborno, tornando-se o primeiro premiê israelense a buscar esse recurso antes de qualquer condenação.
Netanyahu pede perdão ao presidente de Israel por corrupção
O gabinete do primeiro-ministro informou, no domingo (14), que a solicitação foi entregue ao departamento jurídico da Presidência. A própria Presidência classificou o pedido como “extraordinário” e com “implicações significativas”. A defesa anexou uma carta detalhada, enquanto Netanyahu enviou mensagem pessoal sustentando que o julgamento “dilacera o país” e o impede de liderar plenamente.
Réu desde 2020 em três processos, Netanyahu nega todas as acusações e alega ser vítima de uma “caça às bruxas” articulada por mídia, polícia e Judiciário. O julgamento vem sofrendo atrasos sucessivos, em parte por conflitos regionais, como a guerra contra o Hamas iniciada em 7 de outubro de 2023.
O pedido ganhou força após o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, enviar carta ao presidente israelense Isaac Herzog qualificando a ação penal como “perseguição política”. Apesar de antigos embates partidários, Herzog mantém relação institucional com o premiê.
Críticos reagiram imediatamente. O líder da oposição, Yair Lapid, declarou que não se pode “conceder perdão sem confissão de culpa e renúncia imediata”. A ONG Movimento pela Qualidade do Governo em Israel alertou que a anistia antes de sentença “ameaça o Estado de Direito”. Já simpatizantes argumentam que o gesto seria um passo para “unir o povo”.
Especialistas, contudo, apontam que a legislação israelense reserva o perdão presidencial para casos já transitados em julgado. Emi Palmor, ex-diretora-geral do Ministério da Justiça, afirmou que “não há base legal para interromper o processo em andamento”. Conforme destacou a agência Reuters, indultos pré-condenação são extremamente raros no país.

Imagem: Sam Mednick The Associate
O pedido seguirá para pareceres do Ministério da Justiça e do assessor jurídico da Presidência antes de eventual decisão final. Enquanto isso, Netanyahu continua obrigado a comparecer ao tribunal até três vezes por semana, rotina que, segundo ele, prejudica a gestão do governo.
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Crédito da imagem: Global News















