Nestlé corta 16 mil postos de trabalho em todo o mundo
Nestlé corta 16 mil postos de trabalho em todo o mundo ao anunciar um plano de redução de custos que prevê economizar 3 bilhões de francos suíços (US$ 3,76 bi) até o fim de 2026. As demissões ocorrerão nos próximos dois anos e atingirão diferentes mercados, segundo a companhia sediada em Vevey, Suíça.
Nestlé corta 16 mil postos de trabalho em todo o mundo
O pacote divulgado nesta quinta-feira inclui a eliminação de 12 mil cargos administrativos em diversos escritórios e mais 4 mil funções nas áreas de manufatura e cadeia de suprimentos. A Nestlé estima gerar uma economia anual de 1 bilhão de francos suíços já em 2025 apenas com essa reestruturação.
A medida ocorre num momento de forte pressão econômica. A empresa, conhecida por marcas como Nescafé e KitKat, enfrenta alta nos preços de insumos essenciais, como café e cacau, e tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, importantes para sua cadeia de abastecimento. Segundo a agência Reuters, o governo norte-americano elevou para 50 % as tarifas sobre café e suco de laranja do Brasil, encarecendo ainda mais a produção.
A turbulência interna também agrava o cenário. No mês passado, o então CEO Laurent Freixe foi afastado após investigação sobre uma relação com uma subordinada. Ele ficou apenas um ano no cargo e foi substituído por Philipp Navratil, executivo de longa data da empresa. Pouco depois, o presidente do conselho, Paul Bulcke, antecipou sua saída.
Apesar do ambiente desafiador, as ações da Nestlé avançaram quase 8 % na bolsa suíça após o anúncio, sinalizando confiança do mercado na capacidade da companhia de retomar margens.
Quando questionada sobre impactos locais, a operação canadense da Nestlé informou que cada mercado apresentará seu próprio plano e, portanto, ainda não há números específicos sobre cortes por país.
Imagem: Getty
Em comunicado, Navratil afirmou que “o mundo muda rapidamente e a Nestlé precisa mudar mais rápido”, justificando o aumento do programa de eficiência, que originalmente previa economia de 2,5 bilhões de francos suíços.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca















