Nelinho Cruzeiro: lateral marcou 105 gols e brilhou em Copas
Nelinho Cruzeiro: lateral marcou 105 gols e brilhou em Copas é a síntese da trajetória do maior defensor da história celeste. Entre 1973 e 1982, o camisa 4 disputou 427 partidas, faturou títulos estaduais, continentais e ainda foi destaque da Seleção Brasileira em duas Copas do Mundo.
Da chegada em 1973 aos 105 gols pelo Cruzeiro
Contratado em 1973, Nelinho rapidamente transformou a lateral direita do Cruzeiro em arma ofensiva. Seu chute potente originou 105 gols oficiais, marca rara para defensores. O desempenho rendeu três prêmios Bola de Prata da revista Placar (1975, 1979 e 1980) e quatro títulos mineiros consecutivos (1973, 1974, 1975 e 1977).
O auge veio na Copa Libertadores de 1976. O lateral balançou a rede no primeiro e no terceiro jogos da final contra o River Plate, contribuindo diretamente para o inédito troféu continental. A decisão ficou marcada ainda pela cobrança de falta de Joãozinho, que surpreendeu os argentinos e garantiu o placar de 3 a 2.
Impacto na Seleção e o gol antológico de 1978
As atuações em Belo Horizonte levaram Nelinho a 21 convocações entre 1974 e 1980. Ele disputou as Copas do Mundo de 1974 e 1978, além das Copas América de 1975 e 1979. Seu momento mais lembrado ocorreu em 24 de junho de 1978, no Monumental de Nuñez, quando acertou chute de rara curva no canto esquerdo de Dino Zoff. O gol empatou a partida que terminaria 2 a 1 para o Brasil, garantindo a medalha de bronze.
Antes disso, em 1974, o jogador foi titular nos três primeiros jogos do Mundial, mas perdeu espaço para Zé Maria na reta final. Mesmo assim, deixou uma assistência registrada e experiência valiosa em torneios de alto nível.
Títulos, prêmios e legado eterno
Além da Libertadores, Nelinho ergueu a Taça do Atlântico pela Seleção em 1976, competição sul-americana que nunca mais seria disputada. No Cruzeiro, a precisão nas bolas paradas e a vocação ofensiva redefiniram o papel do lateral-direito no futebol brasileiro. Não à toa, especialistas e publicações como a biografia de Nelinho na Wikipedia o colocam entre os defensores mais decisivos da década de 1970.

Imagem: Acervo Jornal Estado de Minas
Após encerrar a carreira na Raposa em 1982, o ex-jogador continuou ligado ao esporte, servindo de referência para novas gerações de laterais e mantendo viva a memória de seus chutes de longa distância.
Quer saber mais sobre ídolos do esporte nacional? Visite nossa editoria de Brasil e acompanhe outras histórias marcantes.
Crédito da imagem: Acervo Jornal Estado de Minas















