Navio de guerra dos EUA atraca em Trinidad e pressiona Maduro
Navio de guerra dos EUA atraca em Trinidad e intensifica a pressão militar de Washington sobre o governo de Nicolás Maduro, na Venezuela. O destróier USS Gravely chegou domingo (XX) ao porto de Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago, onde permanece até quinta-feira em exercícios conjuntos com as Forças de Defesa locais.
Navio de guerra dos EUA atraca em Trinidad e pressiona Maduro
A presença do USS Gravely soma-se ao avanço do porta-aviões USS Gerald R. Ford rumo ao Caribe, iniciativa que o presidente venezuelano classificou como tentativa de “fabricar uma guerra eterna” contra seu país. Nos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump acusou Maduro, sem apresentar provas, de liderar a quadrilha criminosa Tren de Aragua.
Autoridades de Trinidad e Tobago e da embaixada norte-americana explicaram que o navio permanecerá na ilha para treinos voltados ao combate ao crime transnacional, missões humanitárias e cooperação em segurança. Um alto oficial militar trinitário, que falou sob anonimato, afirmou que a visita foi agendada recentemente.
Internamente, a manobra divide opiniões. A primeira-ministra Kamla Persad-Bissessar defende o apoio aos Estados Unidos e cita ações contra embarcações suspeitas de narcotráfico nas águas venezuelanas. Já manifestantes liderados por David Abdulah, do partido Movimento para a Justiça Social, protestaram em frente à embaixada norte-americana. “Trata-se de um navio de guerra ancorado a poucos quilômetros da Venezuela, quando há ameaça de conflito: isso é uma abominação”, declarou.
Na semana anterior, a embaixada dos EUA em Port of Spain emitiu alerta para que cidadãos americanos evitassem suas instalações após suposta ameaça ainda sob investigação. Organismos regionais, como a Caricom, pediram diálogo, mas Persad-Bissessar contestou o rótulo de “zona de paz” ao mencionar índices locais de criminalidade.
De acordo com a agência Reuters, o envio de meios navais à região faz parte de uma estratégia mais ampla de contenção a atividades ilícitas e monitoramento da crise humanitária na fronteira venezuelana.
Imagem: Anselm Gibbs The Associat
A escalada de movimentações militares reacende o debate sobre segurança no Caribe e reforça o isolamento diplomático de Maduro. Resta saber se os exercícios navais deterão o crime organizado ou aprofundarão tensões em uma das rotas marítimas mais sensíveis do hemisfério.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca














